terça-feira, 13 de novembro de 2012

HINO DO SESQUICENTENÁRIO - Paróquia do Senhor Bom Jesus - Bom Jesus do Itabapoana-RJ


HINO DO SESQUICENTENÁRIO
Paróquia do Senhor Bom Jesus- Bom Jesus do Itabapoana-RJ

                                                                               Vera Maria Viana Borges

                                             Bom Jesus, Deus e Homem, verdadeiro,
                                             Desceu à terra para nos salvar,
                                             Desta Paróquia sendo o Padroeiro,
                                             Graças mil está sempre a derramar.

                                                                 REFRÃO

                                             Salve, Salve, o Sesquicentenário
                                             Da Paróquia do Senhor Bom Jesus,
                                             Salve o Servo do Evangelho, o operário,
                                             Que a mantém plena de FÉ e de LUZ.

                                             Comemorando o seu aniversário
                                             Neste Bendito Ano jubilar,
                                             Fiéis devotos junto ao Campanário
                                             Presenciam EXCELSA LUZ brilhar.

                                             Fique sempre retida na memória
                                             A grande festa feita com fervor
                                             Ao GRANDE REI que guia a trajetória,
                                             Jesus Cristo, o Mestre, o Senhor.

                                             Jubilosa Paróquia és o Sacrário
                                             Que dá abrigo ao nosso Redentor.
                                             És guardiã e feliz relicário!
                                             Ao Bom Deus, o louvor, por seu valor. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

MÃOS ( O NORTE FLUMINENSE 14/10/2012 )



MÃOS
                                                                               Vera Maria Viana Borges

Dia desses, após as orações da noite, apaguei a luz, aconcheguei-me, rolei para lá e para cá e nada de sono. Veio-me então à mente o medo que tinha da escuridão naquelas frias noites da minha infância em Rosal. A prosa era sempre a mesma, assombração e vários mistérios da vila. Minha mãe fazia serão bordando a máquina e enquanto ela bordava a luz permanecia acesa o que para mim era extraordinário. Muitas vezes eu me levantava e observava aquelas alvas e firmes mãos conduzindo o bastidor que girava e girava executando uma perfeita dança, uma coreografia ritmada sob a agulha que formava encantáveis crivos, richelieus, matizes, aplicações e bordados de cordonê e ponto cheio. O resultado era algo surpreendente tal a beleza das peças elaboradas.Nas minhas reminiscências percebi o desempenho das mãos de mamãe também no bordado a mão, nos desenhos, na culinária e muitas e muitas outras coisas pois ela fazia de tudo em casa e com muita perfeição. Apreciando as mãos de minha irmã Sílvia Márcia, vejo muito nelas o talento de nossa genitora, tudo que elas tocam é transformado, há harmonia e beleza nos trabalhos que realiza. Sem delongas comecei a admirar  e refletir sobre outras mãos. Voltei à Escola Primária, deparei-me com as mãos de D. Julieta Roseira que nos ensinou os pontos básicos de bordado. No Colégio Zélia Gisner, as mãos de fada de D. Odete Tavares Borges (D. Niniu). Ambas excelentes professoras, tão exigentes quanto carinhosas. No final de cada ano apresentavam belas e requintadas exposições. 
A maravilhosa arte de bordar de D. Niniu foi transferida para suas filhas Leny Borges Bastos e Ercília Borges do Carmo. No meu viajar por habilidosas mãos deparei-me com D. Geninha, esposa do Senhor Santinho Tavares e a graciosidade e beleza de sua obra que foi assimilada por Celise Tavares Xavier , esposa do Senhor Luiz dos Santos Xavier, o primeiro gerente do BANERJ em Bom Jesus cuja agência foi inaugurada no dia 15 de agosto de 1968. Bordadeira de mão cheia, Celize vive num universo de novelos e linhas, cores e texturas, tendo o privilégio de ver na sua filha Sílvia Xavier Borges, a criatividade em vários segmentos. Silvinha da Garnier  paira num estado permanente de delicadeza onde são compartilhadas emoções e vivência enquanto as mãos produzem expressando sentimentos quer no artesanato, no piano, no violão ou no acordeon que chora a CHALANA, composta em 1954 por Mário Zan e Arlindo Pinto, interpretada por Almir Sater e “vai navegando no remanso do rio Paraguai”. Evidentemente sentimos uma ligação do passado com o presente, as gerações mais novas recebem das mais velhas, suas técnicas e demais experiências. Quem utiliza bem os seus dons desempenha papel relevante na comunidade e sua arte é fator de prestígio. Se além de habilidade manual possuir talento e sensibilidade, torna-se artista. 
São tantos os artistas anônimos que se revelam com suas aptidões, encantam com fartas produções e imprimem traços culturais em tudo o que realizam. Continuei observando e ali estavam Rosete e Mariazinha Dutra Baptista, José Carlos Thiebaut e Arlene Moraes Thiebaut, Drª Claúdia Borges Bastos do Carmo e Dr. José Alfredo Borges do Carmo, Tarcísio André e Cláudia Espinoza André, produtores de delicadas e belas peças. Extasiei-me com as mãos de Gerson Carlota Oliveira  que instantaneamente, em poucos minutos, reproduz com desenho sombreado a lápis, perfeitas fisionomias, tamanha a perfeição, não fica a dever às mais sofisticadas fotos.Arrebataram-me, as mãos zelosas das Irmãs do Abrigo José Lima e as mãos habilidosas do nosso Artista Maior: Raul Travassos.
Detive-me, que horror, em mãos que podem ferir, agredir, magoar e matar. Visualizei Pilatos que “lavou as mãos” para limpar a consciência e recordei da expressão “lavo as minhas mãos”, no sentido de desistir. Há a mão que destrói mas felizmente há muitas e muitas que constroem.  Mãos que oferecem rosas, mãos que trabalham, mãos que fiam, mãos que tecem, mãos que agasalham, mãos que oram, mãos que louvam,  mãos que carinham, mãos generosas, mãos caridosas, mãos dadivosas, mãos que afagam, mãos que bordam, mãos que pintam, mãos operárias, mãos amigas, altruístas e misericordiosas. Mãos que plantam e mãos que preparam alimentos. Mãos que falam em “LIBRAS” (língua de sinais, usada pelos surdos), mãos que falam de beleza e de tristeza, mãos que dirigem, mãos que acenam para quem fica, mãos que fotografam, mãos que escrevem, mãos que gesticulam poemas, mãos de artistas que compõem, que regem, que tocam, mãos que enxugam lágrimas, que confortam e consolam. Mãos Sacerdotais, benditas, que transformam pão e vinho no Corpo  e Sangue de Jesus. Mãos que curam feridas. MÃOS ENSANGUENTADAS DE JESUS e MÃOS PODEROSAS DE DEUS PAI.
Caminhantes que somos de uma mesma jornada, sejamos viajantes de mãos dadas, de mãos que se juntam, de mãos que se entrelaçam, como elos de uma corrente, juntando nossa história a outras histórias, envolvendo-nos numa semeadura boa para que a colheita seja de sazonados frutos. Com nossas “MÃOS” lancemos as sementes para que a paz, o amor, a fraternidade e a igualdade renasçam nos corações das pessoas, para que um dia estes sentimentos não sejam apenas o SONHO de uma noite mal dormida.

domingo, 30 de setembro de 2012

BOM JESUS MUSICAL ( O NORTE FLUMINENSE - 20 /09/2012)




BOM JESUS MUSICAL
                                                                        Vera Maria Viana Borges

A Música, paixão que supera obstáculos, colore a vida com sua vibrante força. Embala com seus sons e balanços os nossos pequenos, com  melodia, harmonia e ritmo faz-nos balançar o corpo,  mexer as cadeiras, marcar o compasso, tirar os pés do chão e nos eleva aos páramos da alma onde habitam os nossos mais puros sonhos. Proporciona uma leveza, um recurso terapêutico. Bálsamo salutar, é o remédio da alma e o alimento do amor.  De todas as artes é a que mais enleva, enobrece e melhor traduz os nossos anseios.  Exerce sobre todos um efeito salutar, animando, suavizando, encantando e até encorajando. Cultivar a música, é sem dúvida cultivar o que há de mais belo e nobre. LINGUAGEM UNIVERSAL , a música, é lida  pelas partituras da mesma forma em todas as partes do mundo, tendo o mesmo sentido aqui, no Japão ou na China.  
Quis o Bom Deus premiar Bom Jesus dando-lhe muitos artistas. Belíssimas composições estão entranhadas no âmago de nossa gente. A “Marcha a Bom Jesus” de autoria de Salim Tannus é cantada com entusiasmo e passada de geração em geração.  “Rio Itabapoana” composta por Oliveiro Teixeira, Tertuliana e Ana Maria, linda melodia e poética letra. “Alva Pomba que meiga apareceste...” de autoria do Padre Delgado, que  Padre Mello importou da Ilha de São Miguel em Portugal para ser cantada nas Procissões da Coroa do Divino na nossa magna festa. “Juntinho de Você” de Samuel Xavier que nos bailes do Aero Clube embalou muitos namoros...  “Juntinho de você /Até o amanhecer /Não posso esquecer amor...” Dá para sentir saudade!  Já se disse que saudade é a prova de que o passado valeu a pena.   
Sebastião Ferreira, maestro da Lira Operária  (Professor Bastião) ministrava aulas  nas áreas de sopros, cordas, percussão, piano e acordeon.  Foi um dos grandes responsáveis pela formação de muitos que hoje brilham no cenário  da música popular e erudita. Apresentou vários Shows com os alunos acordeonistas em Festas de Agosto, na Praça Governador Portela (cerca de 50 acordeons, uma verdadeira orquestra sanfônica que executava do Clássico ao Popular) e em vários cineteatros da região e mais tarde a  “Escola de Música Levi de Aquino Xavier” dirigida por várias décadas pela Professora Georgina Melo Teixeira.  Atualmente contamos com a “Escola de Música Cristo Rei” dirigida por Marise Figueiredo Xavier e com a “Escola de Música JEMAJ” de  Anísia Maria Aguiar Pimentel.
Como não lembrar o “Juquinha Sapateiro” com seu conjunto sobre camionetes ou caminhões executando marchinhas de Carnaval, fazendo propaganda para lojas da cidade?  O Conjunto do Jaime Figueiral. As  fortes vozes do Ricardo Medina e do Antônio João.  A voz marcante do Edílio Miranda nas ondas da “ZYP31 - Rádio Cultura de Bom Jesus do Itabapoana”, com o Programa: “Edílio Miranda Canta Para Você!” O Cristóvão com o Programa Tangos e Poesias. Os Programas de Calouros comandados por Freire Júnior, o “Garoto”. O “CONJUNTO GAROTAS BONJESUENSES” composto por Ana Maria, Maura Júlia, Conceição Pedrosa, Cândida e Lourdinha do Capitão. O vozeirão do Manoel Ribeiro nas mais encantáveis serenatas, a  cantora Carmem Guimarães, o Aurinho e o Walzenir Fiori.
Nas igrejas os magníficos Corais. Na Igreja Batista a maviosa voz de Vilméia Godoy. Na Matriz do Senhor Bom Jesus o Ilis Carlos Machado, a Maria da Conceição Fragoso de Oliveira, a Yole e Dona Nina (Georgina Melo Teixeira), regentes inconfundíveis. Hoje em dia as abençoadas mãos de  Ana Maria Teixeira Batista,  André Megre e muitas outras dão as notas para nossas mais lindas celebrações. Na Paróquia Pessoal do Senhor Bom Jesus Crucificado (Abrigo José Lima) magnificente Coral dirigido pelo pianista e organista Tadeu de Moraes Almeida.
O “Coral Acalanto” sob a regência do Maestro Francisco Oliveira Júnior e os “Chorões do Vale” que tocam, cantam e deveras nos encantam. O “Grupo Musical Amantes da Arte” comandado por Ana Maria Teixeira Batista,  abrilhanta quase todos os eventos do Vale do Itabapoana, já uma tradição nas festas Natalinas da região, culminando com a célebre Cantata de Natal na escadaria da Matriz e nas janelas do antigo sobrado da Panificadora Borges. Belíssimo e emocionante acontecimento. Supera-se a cada apresentação.   
As belas vozes de Marisa Valinho, Maria José Martins, Ester e Maria Lúcia Borges, o teclado e violão de João Vitor, Paulinho e Neumar Monteiro. Pedro Salim Júnior  e Martha Salim (nossa estimada Martinha), sempre envolvidos no movimento artístico-cultural nos brindam com espetáculos da “Cia Musical Corre Coxia”.  Os pianistas Antônio Bendia Júnior,  Luís Otávio Azevedo Barreto e Ana Luíza Xavier contagiando com a apresentação de  “3Piano”. Os divinos e angelicais sons do violino de Roberto Feijoli. O teclado de David Assad.  O cavaquinho do Marcelo Rezende e o violão de sete cordas do Sebastião  Rocha.  O Toninho do Tupy e o Cláudio (Negrito) na percussão. O Professor de violão e guitarra Ozéias Silva. O Conjunto “ABADART”.  O Fábio Ferreira, baixista e tecladista. O músico Roninho Louvain. Tenho o privilégio de ser vizinha do compositor,  pianista e  grande violonista Amílcar de Abreu Gonçalves  e de ser prima de Geraldo de Almeida Viana, maestro de incomparáveis méritos, conhecedor profundo de oboé, saxofone, clarineta, violão, violino e flauta. Festejado compositor. O Paulinho Natividade, o Jefferson  Alves, a Vânia Lissa, a Fatinha , Leziel e Arnaldo e muitos e muitos outros. Em cada barzinho, música ao vivo com os inúmeros artistas que esta terra possui.  É muita gente boa. 
A Lira Operária Bonjesuense, altiva, bela, nobre e forte, nas alvoradas, procissões e em quase todos os eventos. Está sempre presente. É de se admirar a determinação, a garra, o entusiasmo e a fidelidade do Maestro Nilo, a quem aplaudimos e nos curvamos agradecidos.
O Deus Pai Todo Poderoso vele sobre estes abnegados que dotaram e aos que se propõem a dotar nossa comunidade de tão sublimes benefícios. Abençoado é este povo com a multiplicidade de dons, de carismas, de sons, de intérpretes e de compositores. Tenho muito orgulho de ser Bonjesuense e me ufano desta Bom Jesus Musical. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

UM MUNDO DE ENCANTAMENTO ( "O NORTE FLUMINENSE" - 08/08/2012 )



UM MUNDO DE ENCANTAMENTO
                                              Vera Maria Viana Borges

Agosto é o mês de ventos e queimadas. Uma típica brisa leve, gostosa e faceira nos delicia  em tardes fagueiras e no bailar das folhas há sempre um rumorejo que assanha e mexe com nossa imaginação. Tem um cheiro de tempos de outrora, de um tempo que tentamos resgatar dentro da alma, que surge em flashes, doces e fugidios lampejos, os retalhos que formam a nossa história. 
Descerra-se a cortina! Surpreendemo-nos no dia 14 de agosto de 1950, na inauguração do Cine-Teatro “Monte Líbano”, de propriedade do Sr. Merhige Hanna Saad. Com grande sucesso foi exibido nas noites de 14, 15 e 16, o filme nacional “Carnaval no Fogo”, marcando como era a expectativa geral, um verdadeiro recorde de bilheteria.
               Inventado em 1895 pelos irmãos Lumière para fins científicos, o cinema revelou-se peça fundamental do imaginário coletivo do século XX, seja como fonte de entretenimento ou de divulgação cultural de todos os povos do mundo. Aos poucos os produtores entenderam que astros e estrelas eram indispensáveis para aumentar a popularidade de suas produções. A mistura de business e arte deu certo, criou personagens inesquecíveis, imortalizou ídolos e eternizou cenas onde glamour, sensualidade, beleza e magnetismo eram palavras de ordem. Um mundo de encantamento. Arte poderosa que destinando-se a doutrinar pode-se tornar fonte eficaz para influenciar cidadãos.
Quantos sonhos e quantas emoções nos “ seriados”, nos “cowboys das matinês”, nos“ faroestes”, nos “inesquecíveis clássicos”, nos “policiais” repletos de suspense e ação, nos “religiosos”, nos “musicais”, nas “comédias”, nas “aventuras” e nos “magníficos cartazes” que com ávidos olhos apreciávamos e nem sempre podíamos assistir, eram tempos duros, de verba curta, costumávamos assistir a uma e vez ou outra  a duas sessões por semana, mas nos extasiávamos diante de Fred Astaire, perfeito dançarino, de Marilyn Monroe com gestos sensuais e roupas provocantes, Ava Gardner, morena, sedutora, bonita, divina. Bette Davis, com personalidade forte. Humphrey Bogart no papel de tipos durões, celebridade em filmes clássicos, dentre eles o inolvidável “Casablanca”. James Dean, inquieto, ar indefeso, olhar inocente, o herói rebelde que foi o personagem principal de “Juventude Transviada”. Uma carreira efêmera, mas suficiente para criar o mito. Katharine Hepburn, a “dama rebelde” mostrava beleza, independência, coragem e inteligência. Cary Grant, o galã mais sofisticado do cinema, talentoso, eternamente jovial, elegante e bonito. O gênio do cinema mudo, o inglês Charles Chaplin, de bengalinha, chapéu-coco, sapatos compridos, olhos melancólicos, criador do “Carlitos” que mesclava humor, poesia, ternura e crítica social. Gostosas reminiscências!  É de alma ajoelhada que se incensa o gênio e se reverencia o passado. Merhige disseminou a cultura em Bom Jesus e ajudou a transformá-la neste celeiro de tantos talentos. A este empreendedor em cujo coração tremulavam entrelaçadas as bandeiras do Brasil e do Líbano, a este baluarte, idealista, o nosso reconhecimento, a nossa homenagem, não a que ele merece, mas a que está ao nosso alcance prestar.
Gerou frutos! Paulo Tardin, aos cinco anos, esteve assentado nas primeiras fileiras do “Monte Líbano” na exibição de “Carnaval no Fogo”. Por incrível coincidência, Paulinho Discos como é carinhosamente chamado, tem hoje a ÚNICA cópia do referido filme, em película e DVD e  nem mesmo a produtora possui a preciosidade. Considerado pela mídia e pela opinião pública como o maior colecionador de filmes antigos do MUNDO, tem aproximadamente 31.000 títulos. Aficionado pela sétima arte ele não esmoreceu, foi ao Velho Oeste em busca das fantasias infantís, viajou pela América do Norte entre os Estados da Califórnia, Arizona, Nevada e Utah, conheceu os palcos naturais onde atuavam seus grandes heróis. Tornou-se amigo de antigos mitos das matinês de outrora, dentre eles Roy Rogers, o Rei dos Cowboys, tudo documentado em vídeos e históricas fotografias. Fez amizade também com as “mocinhas” Teggy  Stewart, Virginia Mayo e outros atores como George Montgomery, Harry Carey Jr.,  Frank Coglan Jr. e John Agar. Entrevistado por Amaury Júnior na TV Bandeirantes, pelo Jô Soares na TV Globo. Há matérias  sobre o pesquisador e colecionador de raridades do cinema e da televisão nos maiores jornais do país. Partes do fantástico acervo têm sido apreciadas através de “Mostras” realizadas em NOBRES ESPAÇOS do Rio, São Paulo e outros Estados. Recebeu nas últimas semanas uma equipe de superprofissionais de altíssimo gabarito de um Estúdio do Rio de Janeiro. Filmaram vários pontos de nossa cidade incluindo o “Monte Líbano. Fizeram também tomadas na Zona Rural, para um documentário de 17 minutos que será exibido inicialmente pelo CANAL FUTURA ( Canal de Educação e Cultura do sistema Globo de Televisão) sobre sua vida, trabalho e obra e posteriormente será exibido em Festivais de Cinema no Brasil e no exterior. Deus fortaleça e inspire sempre mais o ilustre conterrâneo, eterno ASTRO, para que ele possa prosseguir espalhando sonhos, entretenimento, cultura, fulgor e rutilância ao povo de nossa doce e encantável terra e a todos os povos do mundo. Avante, Paulo Tardin!

ABDL LANÇA JORNAL