quinta-feira, 8 de março de 2018

UMA NOITE FELIZ (Publicado no Jornal O NORTE FLUMINENSE - 19 de dezembro de 2017)

     UMA NOITE FELIZ    

                                                                                   Vera Maria Viana Borges

                  Nos derradeiros dias deste ano de 2017, sou grata a todos aqueles que nos foram solidários e nos incentivaram e ao DEUS, PAI TODO-PODEROSO, louvo e bendigo, agradecida pela SUA presença constante em  nossas vidas, pelo vigor, pela força e energia, pela saúde, pelo amparo no sofrimento e nas tristezas, pelas lágrimas enxugadas, pelas alegrias, pelo trabalho, pelo ócio, pelo lazer, pelo lar, pela família, pelos amigos e por tantas bênçãos que nos foram concedidas.
           Foi um ano difícil. O caos se instalou no Estado do Rio de Janeiro, com desmandos, corrupção ativa e passiva, roubos e fraudes. O sistema de SAÚDE, muito doente, está agonizando e as Escolas estão em estado precário. Servidores Estaduais, diga-se de passagem, CONCURSADOS,  humilhados e desesperados amargam sem salários, e à míngua, clamam por dias melhores, por uma vida digna e pelo resgate de sua cidadania. Multiplicam-se  a cada dia as histórias das dificuldades enfrentadas por eles que estão à deriva sem saber quando vão receber os vencimentos. Não podemos perder a esperança e precisamos ter muita FÉ. Dias melhores hão de vir. 
               Aproxima-se o  NATAL de JESUS, uma Noite Feliz. "Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a sabedoria repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da Paz". (Isaías 9,5)
             " Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo." É o próprio Cristo suplicando que abramos o coração para que ELE renasça em nós. Atendamos ao seu apelo!
                   Será que nosso dever tem sido bem cumprido? Tivemos progresso na vida espiritual? Fomos úteis aos nossos semelhantes? Buscamos a Paz? Já se passaram mais de dois mil anos, e, ainda somos tão infantis em nossas atitudes. Já não faz diferença se o que passou foi bom ou ruim. Não vamos remoer erros , vamos encará-los bem de frente. Se perdemos ou ganhamos, já não importa, o importante agora é tirarmos proveito dos fracassos pois na vida só ganha quem sabe perder. Construamos um futuro positivo e promissor, cheio de expectativas e oportunidades, repleto de esperança, de sonhos e de infinitas realizações, lembrando que quando se busca o cume da montanha, não se deve dar importância às pedras do caminho. Ultrapassemos com dignidade todos os obstáculos.  Anos e anos se passaram e a cada Natal reverenciamos diante da humilde manjedoura, o REI dos Reis, mas ainda não alcançamos a grandeza de sua mensagem e não seguimos corretamente os seus passos, falamos da Estrela Guia, ornamentamos nossos lares com a Estrela de Natal, com quatro pontas e uma cauda luminosa, orientadora dos Magos até Belém, e nem assim nos damos conta que ela orientou os magos e continua nos convidando a adorar a grande LUZ, que é o Filho de Deus, Jesus a estrela radiosa que ilumina o caminho de nossa vida. Quanto mais nos aproximarmos de Cristo, mais e mais seremos luzes e estrelas e assim poderemos atrair mais e mais irmãos para Deus. A garantia de um futuro feliz é realizarmos o que Jesus nos ensinou. ELE é a plenitude do Universo e, somente na plenitude d'ELE, encontraremos a nossa plenitude. Maria Santíssima, a Mãe do Verbo Encarnado nos ensina a lição: "Fazei tudo o que Ele vos disser”. (Jo 2,5). “Haverá um dia em que o mundo descobrirá o verdadeiro significado do NATAL e então cônscios da autêntica plenitude da vida, o Natal da humanidade será o Natal de JESUS".
                 “Hoje Deus deu à Virgem o sorriso, porque dela nasceu o nosso sorriso”. “Eu vos anuncio uma grande alegria”. Isto ouvimos hoje do anjo, porque nasceu Cristo. Alegremo-nos, portanto, e exultemos juntos com a bem-aventurada Virgem, porque Deus nos deu o sorriso, o motivo de sorrir e de ser feliz com ela e nela: “Hoje nasceu-vos o SALVADOR”. “Oh, pobreza! Oh, humildade! O Dono de tudo está envolto em pobres panos, o Rei dos anjos é ajeitado numa manjedoura. Envergonha-te, insaciável avareza! Consome-te, soberba do homem! A sabedoria é balbuciante, a majestade inclinada, a imensidão diminuta, pobrezinho o rico”. (Dos SERMÕES DE SANTO ANTÔNIO). Santo Antônio é muito festejado e venerado pelo povo. O Santo é menos conhecido como homem de incomum Cultura e como autêntico intelectual da Idade Média, o que se comprova por sua obra escrita, repleta de beleza e profundidade de pensamento, tesouro da Literatura e da História.
                    Não nos preocupemos com as coisas materiais, o Filho de Deus adormeceu tranquilo em uma manjedoura, prova maior de que a verdadeira Luz descansa na simplicidade e na pureza de coração e de espírito. Que o Menino-Deus seja o presente mais precioso e a mais duradoura alegria que seu coração possa receber neste NATAL! Que os ensinamentos deixados pelo Filho de Deus sejam nossa lição de vida neste Natal e no Ano Novo.
                    Aos meus diletos leitores deixo através destas minhas singelas trovinhas os meus mais expressivos votos de Boas Festas: Natal festa esfuziante/ De sentidos desviados,/ Que ao aniversariante/ Os olhos sejam voltados.// Que reine paz no Natal/ E no Ano Novo também,/ Sejam de luz, afinal,/ Os dias do ano que vem.// Deus nos dê grande Natal/  Pleno de PAZ e de LUZ,/ Seja de AMOR, sem igual,/ Como a VIDA de JESUS.
                    “Derramai, ó céus, lá dessas alturas o vosso orvalho, e as nuvens chovam ao JUSTO.  Abra-se a terra e brote o SALVADOR: e ao mesmo tempo nasça a JUSTIÇA.” (Isaías 45,8).
                    Que o Papai Noel possa nos trazer o que pedimos e mais o que esquecemos de pedir. Unidos em preces a JESUS, principal  personagem desta festa, peçamos SAÚDE, LUZ, AMOR e PAZ para toda a humanidade. Que no Brasil e em nosso Estado a VIDA possa ser mais respeitada e CRISTO possa renascer no coração de todos.

MESTRES (Publicado no Jornal O NORTE FLUMINENSE - 29 de novembro de 2017)

                                           MESTRES                                                                                                                                                          Vera Maria Viana Borges
          “Não é só de pão que vive o homem, vive também dos sonhos e dos pensamentos puros que trazem alento e alegria ao coração...”  (Gibran Khalil Gibran) 
          Dias atrás, quando se comemorava o Dia do Mestre, lembrei-me do nobre gesto do ilustre escritor miracemense, Maurício Monteiro, que desde a sua  juventude desejava editar um livro do Dr. Hermes Simões Ferreira, seu amado Professor. E ele conseguiu realizar o seu sonho. Decidi então publicar novamente aqui, o artigo que escrevi e publiquei em outubro de 1996 no Boletim ASTROS & ESTROS, ao receber suas importantes obras :
          O jornalismo e a literatura transpõem  barreiras insondáveis e aproximam-nos através de uma corrente cujos elos são intelectuais de nomeada que deixam exalar de suas sensíveis almas a essência mágica do acendrado amor às letras, à história de sua terra, de sua gente, deixando vivo, imortalizado seu passado político-sócio-cultural, retratando com fidelidade a sociedade através dos tempos.
          Ao ocupar a cadeira patroneada pelo Capitão Altivo Linhares, da Academia Itaocarense de Letras, no ano de 1992, recebi de Miracema, da parte do ilustre Escritor Maurício Monteiro, advogado, amante de bons livros, possuidor de enorme e organizada Biblioteca, a sua célebre obra “MEMÓRIAS DE UM LÍDER DA VELHA PROVÍNCIA”, trabalho devido exclusivamente à tenacidade, obstinação do Velho Capitão, Mestre em Política, que já doente, no ocaso da vida, convoca o escritor para ouvir suas memórias e transformá-las em livro.
          Com nobreza e altivez numa linguagem fluente e clara o historiador Maurício Monteiro relata episódios notáveis da vida do homem valente e forte, de coragem férrea, conservando vivas e palpitantes as ânsias e conquistas do líder altruísta, que com precários estudos, mas com determinação, coragem, fé, carisma, com desejo de ver progredir sua terra, luta pelos interesses de seu povo, pelo bem-estar de sua gente, alcançando a Prefeitura de Santo Antônio de Pádua, sendo também Prefeito de Miracema, de Niterói, Deputado Estadual, chegando inclusive ao Senado da República.
            Temos absoluta certeza de que o conteúdo não seria apenas recordação de uma época, ou da vida de um simples mortal, mas a reconstituição de fatos ocorridos na Velha Província, vividos e narrados pelo líder imortalizado por suas obras e realizações, pelos seus feitos, e pelas páginas douradas do eminente Maurício Monteiro que tão bem soube registrar a história, repositório fiel da memória de nossa amada terra.
           A alma obstinada do escritor fê-lo autor destas memórias, mas o alto descortino daquele HOMEM de coração generoso, de alma simples, cidadão popular, respeitoso, humilde, porém franco, incisivo, corajoso, que jamais se acomodou como aqueles que se entregam a comodismos no meio do caminho, sempre disposto a lutar, grande idealista, que com firmeza apontou os rumos a serem seguidos para uma nova dimensão de vida, forjando a ferro e fogo a História da Velha Província.
     Sua terra natal jamais sonharia que aquele seu filho fosse se projetar brilhantemente no Cenário Nacional, extrapolando as fronteiras de seu Município.
          Altivo capitaneava em uma época de crise que cidadãos comuns não conseguiam equacionar, trazia nas veias o espírito crítico do verdadeiro político. Com retidão de caráter, o homem público dos mais brilhantes, expoente do nosso Estado, prestou grande contribuição à história fluminense.
          Maurício Monteiro doou-se por inteiro nestas narrativas e fez palpitar nossos corações, fazendo-nos mergulhar nos vórtices do tempo com o minudente relato, trabalho de valor inconteste, resgatando a memória de uma época, divulgando a profícua vida do destemido, valoroso Político e Mestre, hábil na maneira de agir.
          Maurício não para por aí. Acalentava desde a juventude o sonho de editar um livro com os versos do Dr. Hermes Simões Ferreira, mineiro de São Geraldo, que tendo sido bancário, formou-se em Direito, para agradar aos pais, chegou a Promotor de Justiça, abandonando a carreira para se tornar Professor do Colégio Miracemense, onde lecionou várias matérias, na fase áurea do educandário dirigido por Alberto Lontra.
         Através dos olhos da memória, o ex-aluno se vê uniformizado de cáqui, de dólmã, com gravata preta de laço enjambrado, caminhando pelas ruas, em manhãs frias. Raro era o dia em que não encontrava o Professor, vestindo um jaquetão, óculos escuros, segurando na mão direita várias listas de chamada. Sua rotina era, de casa para o Colégio e do Colégio para casa. Casado com Almerita, a namorada de infância. Tiveram duas filhas: Maria das Graças e Maria da Salete. Com o falecimento da esposa, dedicou-se inteiramente às filhas e ao Magistério, fundando o Colégio N.S. das Graças em 1952, possibilitando a quem trabalhava , frequentar aulas noturnas.
          Lembra com ternura o antigo mestre absorvido no final de cada ano, pela redação dos discursos para os paraninfos de turmas. Também os discursos das autoridades locais eram redigidos por ele. Altivo Linhares era o Prefeito e mandava um portador com as instruções necessárias e logo o mensageiro retornava com a peça oratória pronta.
             Ao contrário de Maurício, possuidor de vasta Biblioteca, abrigava alguns livros, gramáticas e dicionário em surrada escrivaninha. A Biblioteca era mínima, mas jamais deixou de responder a qualquer indagação que lhe fora feita. Nos pequenos jornais que se editavam na cidade, estavam sempre os seus bem elaborados sonetos.
              Um pouco antes de seu falecimento em 1989, aos 83 anos, a última visita e um pedido, os seus versos preferidos. Dias depois vai buscá-los em folhas soltas e com a letra inconfundível.
          A gratidão e a generosidade moveram-no à magnitude de trazer a lume os imarcescíveis sonetos do Velho Mestre, artífice do verso, do ritmo, da cadência, das ricas rimas, em decassílabos e alexandrinos capazes de abrir-lhe de par em par as portas da morada consagrada a Apolo e às Musas, em obra intitulada “PASSAREI”, com posfácio do nada mais, nada menos, consagrado escritor JOSUÉ MONTELLO, da Academia Brasileira de Letras.
        De parabéns a simpática e ALTIVA “Miracema”, pelos Grandes Mestres exaltados pelo preclaro, ilustre e notável, jornalista, historiador e escritor Maurício Duarte Monteiro; de parabéns o próprio Maurício, também Mestre, pela capacidade, generosidade, pelas mãos dadivosas, pelo ato de amor à terra, à sua gente, sua história e pelo grandioso ideal que o anima.
               Deixo o meu forte, fraterno e carinhoso abraço a todos os PROFESSORES!!!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

TREZENTOS ANOS DE BÊNÇÂOS (Publicado no Jornal O NORTE FLUMINENSE - 31 de outubro de 2017)

TREZENTOS ANOS DE BÊNÇÃOS
                                                                                                 Vera Maria Viana Borges
                        “Ó, virgem santa,/ Rogai por nós, pecadores/ Junto a Deus Pai/ E livrai-nos do mal e das dores// Que todo homem caminhe/ Tocado pela fé/ Crendo na graça divina/ Esteja como estiver.// Abençoai/ Nossas casas, as águas,/ As matas e o pão nosso/ A luz de toda manhã,/ O amor sobre o ódio// Iluminai/ A cabeça dos homens,/ Te pedimos agora/ E que o bem aconteça/ Nossa Senhora.” A PADROEIRA,  uma composição belíssima de autoria de Sérgio Saraceni  e Ronaldo Monteiro de Souza, interpretada pela cantora Joanna, consiste na mais perfeita oração. Com ela rendemos graças e louvores àquela que é considerada a rainha e mãe celestial neste Ano Mariano em que se celebra o tricentenário da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida. São trezentos anos de Bênçãos e de Graças. O acontecimento do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul completa 300 anos em 2017 e para esse ano jubilar foi lançado um Hino Oficial. A composição é do Padre Zezinho, CSJ: “300 ANOS DE APARECIDA// 300 anos de devoção a Maria/ 300 anos de oração com Maria/ 300 anos de adoração a Jesus/ Nestas colinas de Aparecida// Solidários no Sacrário/ Missionários queremos ser/ Pequenina, restaurada/A sua Imagem nos ensinou/ A ser um povo que não sabe esmorecer/ E se acaso for ferido, oprimido e esmagado/ Esquecido e machucado/ Outra vez reencontrado/ Nosso povo saberá renascer.” O Santuário Nacional produziu também o CD intitulado 'Canções de Amor e Fé', uma homenagem à Nossa Senhora Aparecida em comemoração ao jubileu de 300 anos. As 15 músicas são interpretadas por cantores católicos consagrados. Muito se comemorou, merecidamente.
                    Fui algumas vezes ao Abrigo dos Idosos José Lima tocar acordeão para os internos. O saudoso Monsenhor José Paulo Vieira não vinha onde estávamos mas ouvia e pediu que me entregassem uma gravação de uma linda música para Nossa Senhora (Senhora da Pele Morena) e que gostaria que eu a tocasse em seu aniversário. Encantei-me com a letra, com a melodia, enfim, com tudo e, tive o privilégio de atender aquele pedido, pouco tempo antes de seu falecimento. Este tricentenário ele comemorou aos pés da Virgem Maria no Céu e nestes dias de Festa eu me lembrei muito dele. No Show Sertanejo da TV APARECIDA no dia 12 de outubro a cantora Beth Guzzo cantou a linda  “SENHORA DA PELE MORENA” o que muito me emocionou: “Senhora da pele morena/ Mãe do carpinteiro/ mãe do lavrador/ Mãe das mães que tem na vida/ O sabor do fruto do divino amor/ Mãe de altos funcionários/ de presidiários/ Mãe de coração/ Mãe que atende aos pedidos/ Quando vêm seguidos/ de uma oração// Senhora da pele morena / Virgem tão pequena/ grande de fervor/ Teus milagres são contados/ Pelos quatro cantos/ seja onde for/ Foram vários pescadores,/  também pecadores/ Que te resgataram/ Hoje vivem tua força/ Não tem quem não ouça/ Tudo que contaram// Oh! Minha mãe/ Teu manto azul que nos ampara/ Força divina que não para/ De proteger os filhos teus/ Oh! Minha mãe/  Quisera eu ter tua luz/ Poder tirar daquela cruz/ Os braços do filho de Deus.”
                 A Virgem Santíssima, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, apareceu em vários lugares do mundo em importantes momentos da História.  A cada lugar ela recebia um título, sempre ligado aos Mistérios da vida da Mãe de Jesus, à cultura do povo e, muitos deles, como resposta de Deus, através dela, às necessidades de seus filhos. Apesar de tantos títulos, Nossa Senhora é única:  a Virgem de Nazaré. No Brasil ela veio em forma de uma imagem negra, época em que se vigorava a Escravidão.  Nossa Senhora Aparecida surgiu das águas do Rio Paraíba do Sul em 1717, época das Capitanias Hereditárias. Os governantes das Capitanias de São Paulo e de Minas Gerais estavam de passagem pelo Vale do Paraíba, em Guaratinguetá. O povo resolveu dar-lhes uma festa de boas-vindas e para isso chamaram três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso para uma boa pescaria. A ocasião não era propícia, pois em outubro não era tempo de peixes. Pediram a proteção da Virgem Maria e de Deus para que voltassem à terra trazendo fartura. Após inúmeras tentativas sem sucesso, pescaram o corpo de uma imagem. Tentaram novamente e veio uma cabeça que se encaixou perfeitamente ao corpo. Após este encontro o barco foi se enchendo de tantos peixes que ele quase virou. E eles sentiram a presença forte do Divino naquele acontecimento. A partir de então a devoção da Santa foi se espalhando, primeiramente reuniam-se nas CASAS, em seguida construíram uma CAPELA, depois uma BASÍLICA, até chegar ao quarto Santuário do Mundo, o Santuário Nacional de Aparecida localizado na cidade de Aparecida,  no interior do Estado de São Paulo.
                    Muitos e muitos milagres são proclamados, destaco um que muito me tocou: “Por serem muito devotos de Nossa Senhora Aparecida, os membros da família Vaz de Jaboticabal - SP rezavam e falavam muito sobre os acontecimentos referentes a Nossa Senhora Aparecida. Um casal desta família tinha uma menina que era cega de nascença e que sempre ouvia atentamente o que falavam. A menina tinha uma vontade muito grande de ir até a Igreja. Naqueles tempos, onde tudo ainda era sertão, ficava muito difícil de se chegar até lá. Mas com muita dificuldade, fé e perseverança, mãe e filha chegaram às escadarias da Igreja, quando, surpreendentemente, a menina cega de nascença exclamou: “Mãe, como é linda esta Igreja!". Daquele momento em diante a menina que era cega de nascença passou a enxergar normalmente.”
                          Maria foi proclamada Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha do Brasil, em 16 de julho de 1930 pelo Papa Pio XI. Os brasileiros, genuflexos, demonstram o seu amor incondicional  à “Mãe Negra” no dia 12 de outubro, data da Consagração do Santuário Nacional de Aparecida pelo Papa João Paulo II em 1980.
                        Ninguém permanece igual após um encontro verdadeiro com o Senhor do Céu e da terra e com sua e nossa Santa Mãe. Não há como ficar indiferente à sua presença Materna em nossas vidas, e confiamos na sua intercessão junto ao seu Amado Filho. A  Fortaleza Espiritual dela sustenta e fortalece a Igreja nas suas dificuldades e nas suas cruzes. Ela consola e conforta os doentes, os pobres, os aflitos e as pessoas sofridas que nela confiam. Que a Mãe das Dores, que esteve em pé aos pé da Cruz, nos ajude a “ficar de pé” em nossas aflições, na cruz das nossas provações do cotidiano. 
                    Em sua honra compus o Soneto que segue em forma de oração: SENHORA  APARECIDA// Maria, Imaculada, Aparecida,/ Do Brasil padroeira e confiança,/ Solidária na cor, no amor, na lida,/ Mãe de todas as dores, terna e mansa.// De Deus e Nossa, Mãe compadecida,/ Como olhaste Jesus, tua  CRIANÇA,/ Olha os velhos, a infância desvalida,/ A família e a Pátria, sem tardança.// Roga a Deus Mãe, por este povo aflito,/ Que te olhando, te louva bendizendo,/ E a teus pés a rezar está contrito.// Por nossas faltas, dá-nos Teu Perdão!/ Com as  Sacrossantas Mãos nos estendendo,/ Dá-nos Tua Bênção, Tua Proteção.”
                           SALVE NOSSA SENHORA APARECIDA!!!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SÃO FRANCISCO DE ASSIS (Soneto do meu livro "DEIXE CRISTO RENASCER!"


IX NOITE DE CULTURA E ARTE (Publicado no Jornal O NORTE FLUMINENSE - 29 de setembro de 2017)


IX  NOITE  DE  CULTURA  E  ARTE
                                                                                                    Vera Maria Viana Borges
              Aconteceu em maio de 1998. As luzes, cores, perfumes daquela encantadora noite acompanhar-me-ão com certeza, para todo o sempre. Chego a duvidar haver merecido tal honraria. Honra demasiada para uma pessoa tão modesta e tão simples.  Diante de tantos e tão grandiosos artistas, não poderia jamais imaginar fosse eu a homenageada de tão importante evento. Só posso atribuir tal merecimento a Deus, porque creio todas as minhas ações são movidas pelo SEU SANTO ESPÍRITO. E, também creio, Ele estava abençoando a talentosa Maria José Martins, Diretora do Departamento de Cultura.
           Maria José Martins iniciou a apresentação dizendo: “As emoções começam a aflorar. Os artistas numa doação sublime trarão aos presentes suas artes, através dos dons que lhes foram outorgados por Deus. E, a exemplo dos anos anteriores, esta IX NOITE DE CULTURA E ARTE também terá o seu Patrono. Já homenageamos grandes talentos da nossa querida Bom Jesus, dedicando inteiramente as NOITES DE CULTURA E ARTE àqueles que se desdobram em favor das artes e da cultura. E para patronear esta IX NOITE DE CULTURA E ARTE não foi difícil encontrar a pessoa indicada, mesmo porque esta terra é um autêntico celeiro de valores.
             Seus feitos, sua vida, suas obras apontam para que esta fosse a indicada. Nossa homenageada é uma apaixonada pelas artes. Literatura, música e pintura não lhe saem da mente e nem do coração. Desde a infância se envolve literalmente com as artes.  Continuou discorrendo  sobre toda a minha biografia e concluiu: “A Música para ela é mais que algo de intenso valor; compositora das mais apuradas e como prova podemos citar o Hino do Instituto de Educação Éber Teixeira de Figueiredo, Rosas de Rosal e muitas outras composições. A nossa homenageada, pertence a várias entidades culturais brasileiras e internacionais. É participante de várias Antologias. É autora de - Malu, Circunstâncias, Trilhas Poéticas, De-Veras... Di-Versos..., Trajetórias, Enquanto Houver Tempo, Deixe Cristo Renascer! e outras obras. Fundadora, editora e redatora de ASTROS & ESTROS - Boletim que muito me honra receber. Qualidades por certo não lhe faltarão para hoje subir neste palco. Em simples palavras sintetizamos a vida de um Patrimônio Cultural  das Terras do Senhor Bom Jesus.
               Para o aplauso de todos, patroneia esta IX NOITE DE CULTURA E ARTE a querida VERA MARIA VIANA BORGES. Vera, esteja certa, esta IX NOITE DE CULTURA E ARTE é inteiramente dedicada a VOCÊ.”
             Transcrita a seguir, matéria do Jornal- A VOZ DO VALE - Direção Geral de Tarciso Marques de Souza, nascido em  Fortaleza, vindo para o Rio de Janeiro, onde por quarenta anos dirigiu o "SEMANÁRIO DE COPACABANA"; residiu em Bom Jesus por alguns anos, período em que registrava todos os acontecimentos  de nossa  cidade através da imprensa, sua paixão maior: “Feliz a cidade que faz da cultura o seu instrumento de integração. Mais uma Noite de encantamento, de entretenimento e de emoção, certamente uma noite memorável. Com estas palavras extremamente objetivas e pertinentes, a Prof.ª Maria José Martins, abriu a IX Noite de Cultura e Arte, de Bom Jesus do Itabapoana. O amplo salão do Aero Clube de Bom Jesus, já estava completamente lotado. Superlotado seria mais próprio, já que o grande número de cadeiras sequer atendeu a metade dos presentes. Impossível nomear as personalidades de destaque da cultura de Bom Jesus e municípios cincunvizinhos. O que se constata é que a cada ano, maior é a freqüência dos fiéis cultores da cultura a atestar o nível que cresce a cada realização deste que é, sem sombra de dúvida o maior evento artístico e cultural de todo o Vale do Itabapoana. Prova evidente de que cultura é um dom inerente à condição do homem, independente de nível social ou econômico.
                       A IX Noite de Cultura e Arte teve início com bela apresentação do Coral "Amantes da Arte" que interpretou com maestria diversos números de música popular. Em seguida, a Prof.ª Maria José Martins apresentou o perfil biográfico da grande homenageada da Noite, a poetisa, literata, compositora, artista plástica e excepcional  figura humana: Vera Maria Viana Borges, que foi conduzida ao palco pelo Prefeito Carlos Garcia e Primeira Dama Maria José Garcia. Bonjesuense, nascida em Rosal, Vera Viana é um patrimônio cultural e motivo de orgulho para Bom Jesus. Sensível, como o são os verdadeiros artistas, Vera Viana não conseguiu conter a emoção ao agradecer sua escolha para patronear a IX Noite de Cultura e Arte. Já estava às lágrimas quando o Prefeito lhe fez a entrega da Placa de Prata alusiva. Várias outras homenagens foram prestadas a Vera Viana por entidades culturais e de ensino.
                            A programação da festa teve sequência com a apresentação de grupos diversos. Alunas da Escola Municipal Ottilia Vieira Campos, magistralmente dirigidas pela  Prof.ª Maria Bernadeth Vicente, apresentaram um número de Dança Clássica. Depois da apresentação da Escola Municipal Anacleto José Borges, foi a vez do CIEP "Dona Carmita" que apresentou um sensacional número que teve como tema: "Brasil: 500 Anos", produzido pelo Prof. Pedro Salim Júnior, que foi muito aplaudido pelo público. O Colégio Benedita Bulhões apresentou o seu número de arte com CBB Dance. A música tema do Titanic foi apresentada pelo grupo de alunos do Colégio Estadual Gov. Roberto Silveira.
                                  Fazendo uma pequena pausa nas apresentações, a Prof.ª Maria José Martins chamou ao palco, para os aplausos merecidos, os artistas que embelezaram a Noite de Cultura e Arte com a  exposição de seus trabalhos no saguão do Aero Clube: artistas plásticos Marly Gomes Borges, Sônia Mazzini Arruda e Telma Oliveira Freire; o casal de artesãos Dr. José Alfredo Borges do Carmo e Dr.ª Cláudia Bastos do Carmo e o decorador de todo o ambiente da festa, Miguel Angelo Neves.
                           Fechou  a  noite  a  apresentação  do jovem  cantor  sertanejo Lúcio Ramirez.”
                                  Tudo demasiadamente belo. PARABÉNS a todos que se empenharam e emprestaram brilho e fulgor para a realização desta noite de SONHOS.  Obrigada, Maria José Martins! Deus ilumine sempre o seu caminho, cobrindo-o de copiosas bênçãos.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

NOITES DE CULTURA E ARTE (Publicado no Jornal O NORTE FLUMINENSE - nº 2316 - 22 de agosto de 2017)

NOITES DE CULTURA E ARTE   
                                                                                      Vera Maria Viana Borges  
          Bom Jesus do Itabapoana/RJ  foi palco de históricas, memoráveis e fulgurantes noites culturais na década de 90.  A primeira, a segunda e a terceira noites aconteceram no governo do saudoso Prefeito Carlos Borges Garcia, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima no governo do Prefeito Álvaro Moreira, a oitava e as subsequentes no terceiro mandato de Carlos Borges Garcia. Ambos prestaram relevante apoio à CULTURA bonjesuense. Tudo aconteceu sob a coordenação da Professora Maria José Martins, a CRIADORA DAS NOITES DE CULTURA E ARTE, acontecidas ao longo de dez anos em encantáveis edições. 
      Coração afeito às amizades, energias canalizadas integralmente para as responsabilidades do lar  e do trabalho, valente e corajosa, mulher com nobreza de sentimentos, firmes atitudes, cantora por excelência, dona de belíssima, maviosa e afinada voz, presença constante e marcante nos eventos sociais e culturais do Vale do Itabapoana, a professora e promotora cultural Maria José Martins, Diretora do Departamento de Cultura de Bom Jesus, criou as Noites de Cultura e Arte, em 1990, com a finalidade de mostrar e valorizar o talento do artista da terra nos campos da poesia, da música, artes plásticas, danças e outros, concedendo o Prêmio Cultura às personalidades que se destacavam  na esfera das Artes e da Cultura.
          Desenvolveu com determinação, garra e arte, "Encontros de Coros e Corais", objetivando a valorização de instrumentistas, intérpretes e Escolas de Música; "Encontros Regionais de Bandas de Música (Civis)";  "Oficina de Teatro" envolvendo as redes de Ensino Municipal, Particular e Estadual; "Festival Estudantil de Teatro"; " Festivais de Canção";  "Encontros de Folias de Reis" visando resgatar o mais antigo e tradicional folclore da região, valorizando a cultura popular e no  Dia Nacional de Ação de Graças, a cada ano, promovia um  grande  evento reunindo o Comércio, Instituições, Escolas, Igreja e Comunidade, num momento de GRATIDÃO apresentado com louvor e arte, além de se colocar à inteira disposição da Comunidade para trabalhos em parceria, com a condição de que não houvesse atropelos em seu Calendário, contando sempre com o apoio irrestrito dos nossos estimados e dignos Prefeitos e da Secretária de Educação. Nascida em Italva-RJ, Maria José é italvense de nascimento e bonjesuense de coração e por título conferido pela Câmara Municipal tornou-se bonjesuense por direito e conquista. Esta mulher autêntica e sensível merece nossos aplausos e nosso comovido abraço de agradecimento por tudo o que fez pelo nosso Município.
              Eram refulgentes noites, fartas de encantamento e de emoções, iniciadas com o slogan:"Feliz a cidade que faz da cultura o seu instrumento de integração.” O imponente espetáculo destacava intelectuais e artistas da terra do Senhor Bom Jesus e do Vale do Itabapoana e ainda homenageava como PATRONO a cada ano, uma personalidade de reconhecida influência nos campos da Cultura e da Arte. O nome do Patrono só era revelado durante a solenidade. Patroneou a primeira noite o Dr. Salim Daruich Tannus e seguiram-se o Dr. Ayrthon Seródio, Ana Maria Teixeira Baptista, Euzechias Tito de Almeida, Georgina Mello Teixeira (Dona Nina),  André Megre Carvalho, Amílcar Abreu Gonçalves, Marisa Teixeira Valinho, Vera Maria Viana Borges e Héliton Pimentel Dias.
                     O recinto superlotado era preparado com pompa e circunstância.  A cada ano era maior a frequência dos fiéis cultores do Belo o que comprovava o nível crescente, a cada realização, daquele que foi o maior evento artístico- cultural de todo o Vale do Itabapoana.
                     A abertura sempre esteve a cargo do “Grupo Musical Amantes da Arte”, com a Marcha "BOM JESUS" de autoria do saudoso poeta e jornalista Salim Tannus. Deve-se ressaltar que este Grupo Musical  continua  cantando e encantando em suas primorosas apresentações, nos mais diversos eventos do Vale do Itabapoana. A líder do Conjunto, Ana Maria Teixeira Baptista, no início de 1990, reuniu e formou o Coral que se apresentou pela primeira vez na I Noite de Cultura e Arte com pequeno número de participantes. Atualmente o grupo cresceu e se faz presente em todas as festividades apresentando belos números do vasto repertório a uma, duas, três ou mais vozes, aplaudido sempre entusiasticamente. 
                 A diversidade das apresentações nos encantavam. Vale lembrar Os Colibris, Coral regido por Maria Bernadete Teixeira,  Corais de Escolas e de Igrejas, Apresentações  das Escolas de Música, CRISTO REI sob a direção de Marise Xaxier,  LEVY de AQUINO XAVIER dirigido por Dona Nina e JEMAJ MUSICAL da Professora Anísia Pimentel, Grupos de Dança das Escolas Estaduais e Municipais, Ballet Moderno da Professora Ana Amélia Vieira Nazareth, Grupo Teatral de São José do Calçado “DE PÉ NO CHÃO”, Coral Acalanto, o grande violonista Amílcar Abreu Gonçalves, Geraldo Almeida Vianna, Neumar Monteiro, Sandra Rosa Tardin, Vilmeia Godoy Pimentel, Oziel Pessanha, Renato Pessanha e Olívia  da Banda Imagem e Som, Maria Lúcia Borges, Vera Maria Viana Borges, Paulinho Natividade, Sebastião Purificati, Sandra Nunes, Walzenir Fiori, Maestro José Carlos Ligiero, Lira 14 de Julho, Cantor JR, Jaime Figueiral, Sebastião Rocha, Paulo Moraes, Argeu Vieira, André Megre, Mônica Fernandes, Gut Mello, Maria José Martins, Marisa Teixeira Valinho, Ana Maria Teixeira Baptista, Nina Mello Teixeira, Maria da Conceição Fragoso de Oliveira, Academia Ruy Castro, Cantor Sertanejo Lúcio Ramirez, Banda Fá Maior, Lília Manfrinato (Pianista Clássica) e a Cantora Lírica Maria do Carmo Lima Alvarenga, dentre muitos outros.
                     Para finalizar a Prof.ª Maria José Martins chamava ao palco, para os devidos aplausos, os artistas que tornaram ainda mais belas as Noites de Cultura e Arte com a  exposição de seus trabalhos, os artistas plásticos, artistas fotográficos, artesãos e decoradores. Podemos citar alguns, aleatoriamente, distribuídos pelas dez gloriosas noites:  Margarida Maria Almeida Soares Borges, Lourdes Gomes de Moraes, Ed Estevão, Fernanda Moraes de Almeida, Maria Amélia Pimentel, Sílvia Márcia Santos Nery,  Humberto Boniolo, Rosa Maria Carrereth Alves da Silva, Maria Clara Xavier de Lima, Maria Iza Freire, Vera Areas, Faustino Ruiz Fernandes, Maria José de Lima Lengruber, Glicélia de Fátima Andolfi, Maria Aída Garcia Fiori Couto, Alcemilson Pessanha Gomes, Leopoldo Guilherme Mathias, Léa Sthefen, Edson Vicente (Edinho), Marly Gomes Borges, Sônia Mazzini Arruda, Telma Oliveira Freire, o casal de artesãos Dr. José Alfredo Borges do Carmo e Dr.ª Cláudia Bastos do Carmo, o decorador Miguel Angelo Neves e outros.
               As magnificentes, inolvidáveis e apoteóticas noites que nos seduziram e encantaram os espectadores estarão para sempre no mais profundo de nossas memórias e sempre vivas em nossas almas e corações.