segunda-feira, 1 de maio de 2017

REENCONTRO (Publicado no Jornal "O NORTE FLUMINENSE" - 30 de abril de 2017)

REENCONTRO
                                                                                                   Vera Maria Viana Borges
Não há como escapar à sistemática ação do tempo, suas sentenças são irrevogáveis. O tempo é deveras irreversível. O que passou, passou. Há tempo de semear e tempo de colher. As belas e claras manhãs de abril, as delicadas tardes de maio e as esplendorosas noites de junho, já transcorridas, passaram e não voltam mais,  assim como as águas passadas de um rio que não tocam mais moinhos. As estrelas, o luar, o sol, a chuva, o arco-íris, o canto dos pássaros, o marulhar das ondas o canto das fontes, já vistos e ouvidos, nunca mais serão os mesmos. Haverá outras cintilações que inspirarão outros sentimentos. As palavras de amor, já ditas, jamais serão as mesmas, poderão até serem advindas do mesmo afeto, da mesma ternura, direcionadas à mesma pessoa, mas serão outras, ainda que evocadas das primeiras palavras de amor. As flores que brotaram já murcharam, as plantas que nasceram já morreram, mas outras plantas virão e sempre haverá flores. O tempo gera, cria e nutre. Ele cura, exalta e envelhece. Nada volta, mas tudo recomeça.
A nossa existência, é um caminho só de ida, sem volta. Enquanto caminhantes desta  jornada, de cabeça erguida, rodeados de amigos seguimos agradecidos ao POETA MAIOR, o CRIADOR de todas as coisas que colore nossas vidas com as cores do arco-íris, com o suave azul do céu, com o dourado resplendente do Sol, com a luz prateada e doce da lua, e com o cintilar intenso das estrelas. ELE nos permite sonhar. Nem tudo na vida será mar de rosas, muitas vezes travaremos lutas diárias em que se precisa matar um leão a cada dia, mas mesmo assim não podemos deixar que morram  os nossos sonhos.  A palavra de ordem é não desanimar. Podemos até chegar ao fim da estrada cheios de cicatrizes, mas estas serão luzes e teremos na bagagem um acúmulo de experiência. 
Assim caminha a humanidade: somos gerados, nascemos, crescemos, estudamos, trabalhamos, casamos, temos filhos. Em nosso caso, eu Professora e meu marido funcionário do Banco do Brasil fomos morar em Santo Antônio de Pádua/RJ onde nasceu o nosso filho, paduano de nascimento e bonjesuense de coração e por direito outorgado pela Câmara Municipal de Bom Jesus do Itabapoana. Sempre valorizamos o nosso trabalho e nossos empregadores. Dizíamos sempre, o Banco não é apenas um pai, na verdade ele é MÃE para nós. É datado de 12 de outubro de 1808 o Alvará (a Lei) que criou o Banco do Brasil, a primeira Instituição Bancária de nosso país e nestes duzentos e sete anos transcorridos, vem inovando através das experiências colecionadas, participando assim entusiasticamente da História e da Cultura nacionais. Solidez, credibilidade, segurança e modernidade são suas marcas registradas. Uma ESCOLA para a VIDA de cada funcionário, essencial para a consolidação na formação pessoal e profissional, aprimorando-se-lhe o caráter e a personalidade. 
Em 1939 aconteceu a Emancipação Política de nosso Município e em 27 de setembro de 1941 foi aberta a Agência do BANCO DO BRASIL, um marco na história bonjesuense. O primeiro Gerente foi Fausto Guerra Rêgo. No final de 1974 meu marido foi transferido para cá. Voltamos à Santa Terrinha e em 1991 participamos com entusiasmo das comemorações de meio século da Agência que tantas benesses trouxe às Terras do Senhor Bom Jesus.  São decorridos setenta e seis anos e aquele vilarejo, recém-emancipado, cresceu sem perder as características de cidade do interior. Cidade e Banco caminharam juntos, e que possam ambos continuar trilhando novos caminhos que os leve rumo ao desenvolvimento de um novo tempo.
Aqui de volta, encontramos a FAMÍLIA BB de BOM JESUS. Nossos filhos foram criados juntos, estudando nas mesmas Escolas. O Esporte e Recreação tiveram  destaque especial na AABB grande incentivadora de crianças e jovens à prática esportiva. Como esquecer as aulas de natação com Ruyzinho (Ruy Castro)? O Clube muito bem instalado, em local privilegiado de onde se tem uma vista maravilhosa do tranquilo Rio Itabapoana dividindo os Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, com visão panorâmica das duas Bom Jesus. Ali participamos de memoráveis festas. Reencontramos velhos amigos que nem o tempo, nem a distância arrefeceram o sentimento de carinho da verdadeira amizade e fizemos novos amigos que entraram em nossas vidas e se tornaram inesquecíveis. Tudo passa, nada é estático, sendo assim, alguns queridos partiram para a Morada Eterna  e outros se foram em busca de novas conquistas. Ao partir buscando novos desafios, descortinavam-se novos horizontes, olhava-se além. Após tantos anos, hoje, nossos olhares se cruzam e detêm tranquilamente aquilo que passou. Revisitamos nossos hábitos cotidianos e recordamos comovidos aqueles tempos áureos,  gloriosos, ditosos e saudosos.
Os anos passaram velozes. No recôndito dos corações e no repositório fiel das memórias ficaram gravadas muitas lembranças. Há coisas que ficam e que delas jamais esquecemos. Estas doces reminiscências deixaram a Carminha (Maria do Carmo Figueredo) desejosa de fazer um encontro com todos os colegas. O pontapé inicial demorou a acontecer, mas finalmente foi dada a largada. Com Arlene Saboia, Marilaine Oliveira e outros colegas, foram iniciados os trabalhos. Alba Lívia Travassos chegou do Canadá movimentando. Adney construiu a página  “Família BB Bom Jesus do Itabapoana” no Facebook e cada membro desse grupo está se empenhando em divulgar, multiplicando  os convites e a GRANDE FAMÍLIA está se reencontrando e se unindo para o I ENCONTRO dos FUNCIONÁRIOS e COLABORADORES do BANCO do BRASIL da AGÊNCIA de BOM JESUS DO ITABAPOANA/RJ  que  acontecerá na AABB no dia 27 de maio de 2017.  A euforia é geral.
É muito bom fazer novos amigos mas é maravilhoso reencontrar as antigas amizades. A conversa se estende relembrando os velhos tempos com centenas de histórias engraçadas. Antes os assuntos eram trabalho, carreira,  filhos, agora certamente baseiam-se em filhos, netos, quiçá bisnetos e viagens, podendo ainda girar num jogo de comparações: “...rapaz, você continua bem como antigamente”. “Parece que o tempo não passou para você...” Trocas de amabilidades.
Na ciranda dos dias e das noites esperamos pela festa. Reencontraremos sim, os amigos, os sentimentos, as saudades, mas também encontraremos uma parte de NÓS que estava esquecida no tempo. E será tão bom, tão maravilhoso que certamente diremos: Por que não foi realizado há mais tempo? Claro, haverá promessas e planos para os próximos ENCONTROS.
No vai e vem da vida, o MOMENTO MÁGICO se aproxima e empolgados aguardamos ansiosos. Dizem que o melhor da festa é esperar por ela, mas neste caso o transcendentalismo do momento superará toda e qualquer expectativa. Tenho plena certeza disto. SERÁ ESPLENDOROSA A FESTA!

terça-feira, 28 de março de 2017

TALENTOS QUE SE ATRAEM (Publicado no Jornal "O NORTE FLUMINENSE" - 24 de março de 2017)

TALENTOS QUE SE ATRAEM
                                                                                       Vera Maria Viana Borges
                Revendo antigas correspondências, emocionei-me ao encontrar duas amabilíssimas cartas de agradecimento de amigos tão queridos que já partiram para junto de Deus. É indeclinável dever honrarmos aos abnegados que por próprios méritos fizeram jus à admiração e à gratidão de seus semelhantes. E estes dois souberam dignificar as Artes e a Literatura em Bom Jesus. Amílcar Abreu Gonçalves, um músico de grande talento, um virtuoso, uma das figuras de maior projeção na música. Edison Chaves, renomado Dentista, laureado Professor e Sonetista de escol, garimpeiro de valores construtores da identidade social e cultural de Bom Jesus a quem  retratava e enaltecia com sensíveis e delicados versos. Transcevo, comovida, ambas as missivas:
                              AMÍLCAR ABREU GONÇALVES- Bom Jesus do Itabapoana-RJ: 
                            “Os meus melhores agradecimentos pelo envio de seu Boletim Alternativo, número 9. Sinto-me muito feliz e honrado por ter em meu poder todos os “Astros & Estros”, desde a sua fundação, cujos recebimentos sempre foram acusados através de telefonemas. Porém, este o faço por escrito, reconhecendo que todos são de altíssimo nível cultural. 
                 Fiquei muito emocionado ao ler o referido boletim, pois, você publicou a belíssima crônica “TALENTOS QUE SE ATRAEM”, cujo artigo teve sua origem através do soneto intitulado “UM FINO INSTRUMENTISTA” de autoria do talentoso Dr. Edison Chaves, grande orador, poeta, confrade e parceiro de sinuca, esporte este considerado uma arte.
                 Você Vera, é uma consagrada escritora e artista, ilustre poetisa, brilhante cronista, compositora, excelente na pintura a óleo, com belos quadros expostos em sua aprazível residência, musicista, grande declamadora, dona de reconhecidas virtudes e de uma personalidade iluminada por Deus.
                         Por seu trabalho e dedicação em “Astros & Estros, como fundadora, editora e redatora desse extraordinário meio de comunicação com tantas conquistas, tudo isto a enobrece, tornando-a uma pessoa realizada e merecedora das maiores homenagens. 
                       Minha admiração pelo seu desempenho literário e artístico, tendo ao seu lado o esposo dedicado e amigo José Roberto e o querido filho Sávio, familiares que sempre me dispensam as melhores atenções.
                     Vera, obrigado, muito obrigado pela publicação de sua crônica “Talentos que se atraem” enriquecida com palavras tão gentis a meu respeito. Trata-se realmente de uma homenagem das mais expressivas que já recebi ao longo desses meus 72 anos tão bem vividos, graças a Deus.
              Finalmente, venho parabenizá-la pelo sucesso do seu jornal “ASTROS & ESTROS”, desejando-lhe juntamente com seus familiares, muita luz, muita saúde e muita paz.”
                        EDISON CHAVES- Bom Jesus do Norte-ES: 
                     “Eu sei que você é uma excelente poetisa e muito competente redatora, mas não sabia que você é uma pena admirável quando escreve uma crônica que realça o sentimento das pessoas. 
                    Fiquei profundamente sensibilizado com a crônica “Talentos que se atraem” que você escreveu no seu extraordinário Boletim Alternativo “ASTROS & ESTROS”, de número  09, destacando a amizade e a admiração que existe entre mim e o grande musicista Amílcar Abreu Gonçalves.
                     Além de suas belíssimas palavras, você me concedeu a honra de publicar, nesse mesmo Boletim, o modesto soneto que fiz em homenagem ao bom Amílcar. Peço-lhe que aceite o meu sincero agradecimento, desejando que nunca lhe falte a exuberante inspiração que você possui para compor em prosa ou em verso.
                      Muito Obrigado!”
               A seguir o texto que me proporcionou guardar destes diletos amigos, estas sublimes lembranças. 
                “TALENTOS QUE SE ATRAEM” ( Publicado em ASTROS & ESTROS em fevereiro de 1997): 
                     “O macio dedilhar nas cordas do violão, o mágico toque dos dedos no teclado, a suavidade dos maviosos acordes, a explosiva inspiração que fervilha no sangue dos poetas, externam sentimentos dos artistas desnudando suas almas, o mais das vezes límpidas, translúcidas, puras, calmas, decorrente da bondade de seus corações. 
                Os músicos e poetas são talentos que se atraem. No extravasamento de suas emoções, não se calam ao Belo e ao admirá-lo e enaltecê-lo acabam por produzirem belíssimas peças musicais, poéticas, oratórias e num entrelaçamento de ideais, caminheiros da mesma jornada, confraternizam-se através da Arte. 
                 Amílcar Abreu Gonçalves, musicista, compositor, de natureza afável, solícito, acontece em todos os eventos culturais da região com suas magníficas composições, interpretações e auxiliando aos amigos poetas com delicados, artísticos e belos fundos musicais. 
                    Edison Chaves, orador, poeta, cidadão sensível, não se calando diante dos feitos dos ilustres de sua terra, produz sempre admiráveis páginas em apreço aos confrades e amigos e ao extraordinário violonista e tecladista, confrade, amigo e parceiro de Sinuca, Amílcar, homenageia com o bem elaborado decassílabo que segue: “UM FINO INSTRUMENTISTA// Pessoa de alma nobre e educada,/ cujas mãos são de grande habilidade,/ merece ter bastante realçada/ a sua forte dose de humildade.// Na sinuca é brilhante na tacada,/ onde fez nome desde a mocidade,/ mas sua vocação é decantada/ na música que ele ama de verdade.// É o AMÍLCAR, um fino instrumentista/ que veio a se tornar especialista/  no teclado e também no violão.//  Eu me orgulho de ser um seu confrade/ e espero conservar sua amizade/ enquanto resistir o coração.”
           Músicos e poetas, são tantos por este Brasil e por este mundo. Talentos que se atraem, se afinam e juntos nos proporcionam em parcerias as tantas páginas dos CANCIONEIROS, com encantáveis letras e melodias, sem contar o espetáculo mavioso dos fundos musicais nas declamações das mais ternas poesias.
               Amílcar e Edison, talentos que individualmente nos brindam com suas produções, iluminando o Universo das Letras e das Artes com a luz de seus dons, a quem o UNIVERSO se queda agradecido.”
             No gozo da Vida Eterna, vinte anos após, ambos estão em direto contato com o coro e a literatura maior dos Anjos e Santos na presença de Deus, Nosso Senhor. O Céu por certo se alegra com suas presenças. 
             DESCANSEM EM PAZ!!!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

VEM AÍ O CARNAVAL!

VEM AÍ O CARNAVAL!

                                                                                       Vera Maria Viana Borges
            
                            Vem aí o Carnaval! A maior festa popular do país tem ritmo para todos os gostos. A bateria é o combustível para todas as pessoas que desfilam e atualmente o TRIO ELÉTRICO arrebata multidões. Chega-se a dizer: “Atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu”. Os Antigos Carnavais eram de confetes, serpentinas, de ingênuas marchinhas, marchas-ranchos, sambas-canções, frevos e sambinhas animados. Eram carnavais de belas fantasias: odaliscas, colombinas, pierrôs, arlequins e baianas. Como esquecer o frevo EVOCAÇÃO composto por Nelson Ferreira? Tornou-se execução obrigatória em qualquer festa carnavalesca e, mesmo nos dias atuais, é comum encontrar-se grupos de foliões cantando animadamente a uma só voz: Felinto, Pedro Salgado, / Guilherme, Fenelon, / Cadê teus blocos famosos! / Blocos das Flores, Andaluzas, / Pirilampos,  Apôis Fum/ dos carnavais saudosos?!
                                Nestes dias que antecedem o carnaval temos vivido momentos difíceis. Com a popularização das redes sociais e dos aplicativos para dispositivos móveis, a informação nos chega em tempo real, está cada vez mais ágil e as notícias nem sempre são as melhores, são estarrecedoras. Se ligamos o rádio ou a televisão, abrimos jornais ou revistas, só ouvimos falar de crise, de corrupção, de desmandos, de desgovernos. Uma nuvem negra está cobrindo o Brasil. O Estado do Espírito Santo, tão belo e promissor está vivendo horrores. Cidades sem policiamento devido a uma paralisação dos Policiais Militares.  Cidades invadidas por bandidos, com arrastões e depredações. Pessoas presas em lojas, shoppings e restaurantes. Ônibus queimados, tiroteios e em cinco dias já há recorde de homicídios. Noites de terror. Moradores assistindo impotentes de suas janelas do alto dos prédios, os saques e os assaltos. Pior ainda para os que moram em casas, para os comerciantes e para os que precisam se locomover para maiores necessidades e têm que atravessar o fogo cruzado. Comércio, Escolas, Bancos, tudo fechado. É uma tremenda desordem. CAOS TOTAL!!! O Governo Federal enviou as FORÇAS ARMADAS para VITÓRIA. E o resto do Espírito Santo, e o resto do Brasil? A população se tornou refém da bandidagem. As pessoas engaioladas em casa e os bandidos soltos. O cidadão decente aprisionado e o bandido livre para o que der e vier. Triste a situação de uma senhora que chorava por não ter o que servir no café da manhã de suas crianças. Quantos necessitando de médicos, hospitais e outros serviços?  Por outro lado vemos o sofrido empresário brasileiro, aquele que batalha, comprando e vendendo. Vende fiado, toma prejuízo, luta para sustentar a família. Quem vai  arcar com os danos daquele que acorda cedo porque tem que honrar os compromissos e paga IPTU, IPVA, IR, ICMS, PIS, Cofins, INSS, FGTS e mais outras letras combinadas, abastecendo os cofres públicos e talvez sustentando o luxo de alguns políticos corruptos. 
                               Neste clima angustiante, não há como fugir e passar despercebida toda esta problemática.  Que o Divino Espírito Santo ilumine nossos governantes para que solucionem em paz e harmonia todos estes embates. Desconheço o autor, mas achei  muito interessante  para este momento de crise o pequeno texto que encontrei no Facebook: “Um Estado tão lindo chamado ESPÍRITO SANTO se apega com FÉ Naquele que é Santo e torce para que o nome de sua capital seja a resposta de nossas orações: VITÓRIA!” Que tudo se esclareça e seja resolvido com diálogo, sem mortes (mesmo porque isto já houve demais), guerras, tiroteios e invasões. Pedimos a Deus para dar SABEDORIA e discernimento aos representantes do Poder Público, às famílias e Policiais do Estado do Espírito Santo. Haja mais PAZ e mais AMOR.  
                             Que essa onda de violência passe e tudo volte ao normal e a vida possa seguir tranquila. Que o CARNAVAL transcorra na mais perfeita ordem e que seja somente: Alegria! Alegria!  Que os foliões brinquem com moderação. Muitos deles passam quatro dias entorpecidos pelo álcool, numa falsa alegria que só termina na quarta-feira de Cinzas e estes nem aproveitam a festa. Outros, graças a Deus a maioria, têm limites e se contagiam com as músicas, com as brincadeiras, com os Blocos e Escolas de Samba.
                            Carnaval vem do latim “carnelevament” mudado depois em “carnevale”. Diz-se que o carnaval teve origem no Egito, mais de dois mil anos antes de Cristo. Segundo alguns autores ele foi inspirado nos rituais das festas de Ísis e em honra de Dionísios, na Grécia. A primeira música, especialmente composta para o carnaval foi “Ô ABRE ALAS”, de Chiquinha Gonzaga, em 1899: “Ô abre alas/ Que eu quero passar/ Ô abre alas/ Que eu quero passar/ Eu sou da lira/ Não posso negar/ Eu sou da lira/ Não posso negar/ Ô abre alas/ Que eu quero passar/ Ô abre alas/ Que eu quero passar/ Rosa de Ouro/ É que vai ganhar/ Rosa de Ouro/ É que vai ganhar...”  Foi composta para o cordão carnavalesco “ROSA de OURO”, assim chamado pelo presente enviado pelo Papa Leão XIII à Princesa Isabel, pela promulgação da Lei Áurea. “Ô Abre Alas é a composição mais conhecida de Chiquinha, e a de maior sucesso. Ela a compôs aos cinquenta e dois anos e já era avó. Entre os anos 1901 e 1910 foi grande sucesso nos carnavais. 
                            Em Bom Jesus temos magníficas lembranças de ditosos e saudosos carnavais. Aguardamos com ansiedade e muita expectativa a edição de 2017. Este reinado momesco promete. O ilustre SECRETÁRIO DE CULTURA, TURISMO E URBANISMO de nosso Município, o nosso Artista Maior, Raul Travassos,  nos conclama: “O Carnaval é um sentimento que emana do povo. Não são os governantes que o fazem existir. Nós é que o fazemos!!! E podemos fazê-lo com entusiasmo e bom gosto, sem gastar dinheiro.” E, ele prossegue: “Não temos verbas para fazer um grande Carnaval mas temos espírito saudável de alegria suficiente o bastante para que ele exista! A maior festa cultural, popular do planeta. Vamos todos juntos tentar resgatá-la em Bom Jesus. Vamos fazer um CARNAVAL DA FAMÍLIA BONJESUENSE!!! PARTICIPE!”  Ele já nos encantou tantas e tantas vezes, neste eu confio. Nas mãos do RAUL, SUCESSO GARANTIDO!!!
                               A nuvem negra vai passar. Somos uma nação privilegiada. Temos uma alma fecunda que se agiganta nos momentos mais difíceis. Nossa Terra nasceu sob o signo da CRUZ, nosso primeiro nome foi “Terra de Santa Cruz” e ela se prima pela exuberância da natureza e o encanto do seu povo. Não podemos negar, temos muitos problemas, mas somos fortes, naquela Primeira Missa celebrada em nosso solo muitas bênçãos foram derramadas. Somos uma nação cujo “DEUS É O SENHOR”. “O Senhor é nossa força e nossa proteção.” 
                                BOM CARNAVAL!!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

APOSENTADORIA

APOSENTADORIA
                                                                                       Vera Maria Viana Borges
      
                                    A MATURIDADE é o alvorecer da SABEDORIA e a plenitude do homem. Ela contribui para a beleza e harmonia do lugar e proporciona a distribuição de talentos para todos aqueles que o habitam.  Só envelhece quem perde o interesse pela vida, quem deixa de sonhar, de procurar novos caminhos e novos mundos para conquistar. Deixando a mente aberta a novas ideias e a novos interesses, descortinando novos horizontes, permitindo que penetre o brilho do Sol e a inspiração de novas perspectivas de vida, haverá a possibilidade de se estar sempre jovem e com força vital. O elixir da vida está em cultivar o que foi bom e seguir novas direções no trabalho, na alegria de viver e no amor.
                   O ancião ainda é o mesmo, apenas com uma bagagem invejável. Ele tem um rico dossiê de iniciativas e além disso ele é resiliente. As pessoas mais velhas têm resiliência, são capazes de viver melhor e de acordo com a situação, levantam, sacodem a poeira e dão a volta por cima. Elas são menos impetuosas pois a vida já lhes burilou, acertou arestas e diante das dificuldades elas são capazes de entender melhor certos acontecimentos. Perdoam e desculpam com mais facilidade. Nos arroubos da juventude a reação era diferente, talvez explosiva, mas com o desenrolar do tempo percebe que as atitudes são muitas vezes mais importantes que os fatos e agem com mais paciência. Falo, claro, da maioria, pois há alguns renitentes, estressados, a quem a vida bate, bate, ensina, ensina e eles não aprendem. 
               Aumentando a expectativa média de vida é como se um número cada vez maior de pessoas tivesse a oportunidade de viver uma “quarta idade” para enriquecer, transmitir  e testemunhar com seus conhecimentos os autênticos valores humanos.  A velhice não existe, existem pessoas mais experientes que podem transmitir maravilhas a partir do momento em que estarão mais livres dos horários fixos de trabalho,  já desfrutando da merecida APOSENTADORIA.
       Aposentar não significa tornar-se inútil, a vida continua, talvez menos movimentada, certamente mais intensa e sobretudo mais plena de liberdade: mais livre, com mais tempo disponível  para louvar a Deus, para se dedicar à família,  para amar aos outros e  sobretudo àqueles que não têm uma vida fácil. É possível tornar plena esta  “quarta idade” com o que a PROVIDÊNCIA através da Ciência e das melhores condições de vida nos presenteou. E nada foi de mãos beijadas, foi tudo conquistado com trabalho digno, com luta e com contribuições por anos e anos para a Previdência. 
        “Uma sociedade que, deixando-se guiar unicamente pelos critérios do consumismo e da eficiência divide os homens em ATIVOS e INATIVOS e considera estes últimos como cidadãos de segunda categoria, abandonando-os à sua solidão, não se pode dizer verdadeiramente civil.”
            Retraite, em francês. Retirement, em inglês. Pensionamento, em italiano. Jubilación, em espanhol. Aposentadoria, em português. Das cinco palavras, a que vem do espanhol parece ser a única que se refere ao momento de deixar de trabalhar como uma fase de alegria: "jubilación", termo similar a "júbilo". Mas a fase da aposentadoria é mesmo alegre? Já ouvimos dizer de alguém que estava com boa saúde até se aposentar e depois foi como se sua saúde começasse a se desintegrar e a morte corresse ao seu encontro. Hoje em dia há muitos órgãos e profissionais que oferecem  suporte para os indecisos e orientação para os setentões. A seguir, veja os itens, dicas de Vera Lúcia Valsecchi de Almeida, professora doutora em serviço social da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, e de Maria Cristina Gattai, doutora em psicologia social pela USP (Universidade de São Paulo): planeje, poupe, viaje, exercite-se, desenvolva habilidades, encontre um trabalho mais tranquilo, dê mais atenção à vida social, participe de trabalhos voluntários e divirta-se. O presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil, Alexandre Kalache diz que amor, saúde e felicidade são conquistas possíveis em qualquer idade. Ele, que foi diretor do programa de envelhecimento da Organização Mundial da Saúde diz que vive bem depois dos 60 quem conquista quatro coisas na vida que ele chama de “CAPITAIS”. “Para envelhecer bem você precisa de capital de saúde, indiscutível. Todo mundo concorda que envelhecer sem saúde não é uma boa", diz Kalache em matéria do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão.  Eis os capitais que ele considera os pilares para um saudável envelhecimento: Saúde, Conhecimento, Dinheiro e Fazer Amigos. Só que com os salários baixos, a maioria dos brasileiros não tem a capacidade de usufruir das três primeiras sugestões. Já quanto a fazer amigos, nosso povo é alegre, solidário e comunicativo. 
                  Lastimosa a atitude dos governantes do Estado do Rio de Janeiro, deixando sem seus proventos centenas de aposentados, trabalhadores que prestaram concurso e por muitos anos labutaram e contribuíram para a previdência para terem um final de vida feliz e com dignidade. Devido às incompetentes e más gestões que corroeram os cofres públicos, desde o final de 2015 o funcionalismo fluminense vem sofrendo com o décimo terceiro salário parcelado em cinco vezes e com o Calendário irregular de Pagamento de 2016 que foi pago apenas até outubro. Parcelaram o salário de novembro em cinco vezes e no dia cinco de janeiro pagaram a primeira parcela, a irrisória quantia de  R$ 316,00 reais (trezentos e dezesseis reais). Nem se fala em dezembro e décimo terceiro de 2016. A corda rebenta sempre do lado mais fraco e foram os aposentados e pensionistas os que ficaram sem receber porque eles são INATIVOS e sem atividade não podem fazer “PARALISAÇÃO”. Muitos já abriram mão de seus Planos de Saúde e estão vendendo utensílios de suas casas  e tentando vender os imóveis adquiridos com tanto sacrifício. Outros, sem remédios, sem ter o que comer, buscando cestas básicas, pedindo empréstimos, se endividando e sujando os nomes na Praça.  Injustiça com os PROFESSORES e em especial com APOSENTADOS E PENSIONISTAS. Por que são eles que têm que pagar  esta conta? Há um descaso muito grande com os Professores e com os Idosos. Eles se esquecem que o Professor é a viga mestra, é o sustentáculo da Educação, é o preparador de todas as outras profissões e portanto merece respeito. E quanto aos Idosos? Acham que serão eternamente jovens e estarão sempre no PODER?  Hoje é o dia da caça, amanhã será o do caçador. O que se exige não é favor e nem esmola, é direito conquistado e adquirido.
                  Esperamos por melhores dias e que 2017 seja pleno de LUZ e PAZ!