quarta-feira, 1 de novembro de 2017

TREZENTOS ANOS DE BÊNÇÂOS (Publicado no Jornal O NORTE FLUMINENSE - 31 de outubro de 2017)

TREZENTOS ANOS DE BÊNÇÃOS
                                                                                                 Vera Maria Viana Borges
                        “Ó, virgem santa,/ Rogai por nós, pecadores/ Junto a Deus Pai/ E livrai-nos do mal e das dores// Que todo homem caminhe/ Tocado pela fé/ Crendo na graça divina/ Esteja como estiver.// Abençoai/ Nossas casas, as águas,/ As matas e o pão nosso/ A luz de toda manhã,/ O amor sobre o ódio// Iluminai/ A cabeça dos homens,/ Te pedimos agora/ E que o bem aconteça/ Nossa Senhora.” A PADROEIRA,  uma composição belíssima de autoria de Sérgio Saraceni  e Ronaldo Monteiro de Souza, interpretada pela cantora Joanna, consiste na mais perfeita oração. Com ela rendemos graças e louvores àquela que é considerada a rainha e mãe celestial neste Ano Mariano em que se celebra o tricentenário da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida. São trezentos anos de Bênçãos e de Graças. O acontecimento do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul completa 300 anos em 2017 e para esse ano jubilar foi lançado um Hino Oficial. A composição é do Padre Zezinho, CSJ: “300 ANOS DE APARECIDA// 300 anos de devoção a Maria/ 300 anos de oração com Maria/ 300 anos de adoração a Jesus/ Nestas colinas de Aparecida// Solidários no Sacrário/ Missionários queremos ser/ Pequenina, restaurada/A sua Imagem nos ensinou/ A ser um povo que não sabe esmorecer/ E se acaso for ferido, oprimido e esmagado/ Esquecido e machucado/ Outra vez reencontrado/ Nosso povo saberá renascer.” O Santuário Nacional produziu também o CD intitulado 'Canções de Amor e Fé', uma homenagem à Nossa Senhora Aparecida em comemoração ao jubileu de 300 anos. As 15 músicas são interpretadas por cantores católicos consagrados. Muito se comemorou, merecidamente.
                    Fui algumas vezes ao Abrigo dos Idosos José Lima tocar acordeão para os internos. O saudoso Monsenhor José Paulo Vieira não vinha onde estávamos mas ouvia e pediu que me entregassem uma gravação de uma linda música para Nossa Senhora (Senhora da Pele Morena) e que gostaria que eu a tocasse em seu aniversário. Encantei-me com a letra, com a melodia, enfim, com tudo e, tive o privilégio de atender aquele pedido, pouco tempo antes de seu falecimento. Este tricentenário ele comemorou aos pés da Virgem Maria no Céu e nestes dias de Festa eu me lembrei muito dele. No Show Sertanejo da TV APARECIDA no dia 12 de outubro a cantora Beth Guzzo cantou a linda  “SENHORA DA PELE MORENA” o que muito me emocionou: “Senhora da pele morena/ Mãe do carpinteiro/ mãe do lavrador/ Mãe das mães que tem na vida/ O sabor do fruto do divino amor/ Mãe de altos funcionários/ de presidiários/ Mãe de coração/ Mãe que atende aos pedidos/ Quando vêm seguidos/ de uma oração// Senhora da pele morena / Virgem tão pequena/ grande de fervor/ Teus milagres são contados/ Pelos quatro cantos/ seja onde for/ Foram vários pescadores,/  também pecadores/ Que te resgataram/ Hoje vivem tua força/ Não tem quem não ouça/ Tudo que contaram// Oh! Minha mãe/ Teu manto azul que nos ampara/ Força divina que não para/ De proteger os filhos teus/ Oh! Minha mãe/  Quisera eu ter tua luz/ Poder tirar daquela cruz/ Os braços do filho de Deus.”
                 A Virgem Santíssima, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, apareceu em vários lugares do mundo em importantes momentos da História.  A cada lugar ela recebia um título, sempre ligado aos Mistérios da vida da Mãe de Jesus, à cultura do povo e, muitos deles, como resposta de Deus, através dela, às necessidades de seus filhos. Apesar de tantos títulos, Nossa Senhora é única:  a Virgem de Nazaré. No Brasil ela veio em forma de uma imagem negra, época em que se vigorava a Escravidão.  Nossa Senhora Aparecida surgiu das águas do Rio Paraíba do Sul em 1717, época das Capitanias Hereditárias. Os governantes das Capitanias de São Paulo e de Minas Gerais estavam de passagem pelo Vale do Paraíba, em Guaratinguetá. O povo resolveu dar-lhes uma festa de boas-vindas e para isso chamaram três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso para uma boa pescaria. A ocasião não era propícia, pois em outubro não era tempo de peixes. Pediram a proteção da Virgem Maria e de Deus para que voltassem à terra trazendo fartura. Após inúmeras tentativas sem sucesso, pescaram o corpo de uma imagem. Tentaram novamente e veio uma cabeça que se encaixou perfeitamente ao corpo. Após este encontro o barco foi se enchendo de tantos peixes que ele quase virou. E eles sentiram a presença forte do Divino naquele acontecimento. A partir de então a devoção da Santa foi se espalhando, primeiramente reuniam-se nas CASAS, em seguida construíram uma CAPELA, depois uma BASÍLICA, até chegar ao quarto Santuário do Mundo, o Santuário Nacional de Aparecida localizado na cidade de Aparecida,  no interior do Estado de São Paulo.
                    Muitos e muitos milagres são proclamados, destaco um que muito me tocou: “Por serem muito devotos de Nossa Senhora Aparecida, os membros da família Vaz de Jaboticabal - SP rezavam e falavam muito sobre os acontecimentos referentes a Nossa Senhora Aparecida. Um casal desta família tinha uma menina que era cega de nascença e que sempre ouvia atentamente o que falavam. A menina tinha uma vontade muito grande de ir até a Igreja. Naqueles tempos, onde tudo ainda era sertão, ficava muito difícil de se chegar até lá. Mas com muita dificuldade, fé e perseverança, mãe e filha chegaram às escadarias da Igreja, quando, surpreendentemente, a menina cega de nascença exclamou: “Mãe, como é linda esta Igreja!". Daquele momento em diante a menina que era cega de nascença passou a enxergar normalmente.”
                          Maria foi proclamada Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha do Brasil, em 16 de julho de 1930 pelo Papa Pio XI. Os brasileiros, genuflexos, demonstram o seu amor incondicional  à “Mãe Negra” no dia 12 de outubro, data da Consagração do Santuário Nacional de Aparecida pelo Papa João Paulo II em 1980.
                        Ninguém permanece igual após um encontro verdadeiro com o Senhor do Céu e da terra e com sua e nossa Santa Mãe. Não há como ficar indiferente à sua presença Materna em nossas vidas, e confiamos na sua intercessão junto ao seu Amado Filho. A  Fortaleza Espiritual dela sustenta e fortalece a Igreja nas suas dificuldades e nas suas cruzes. Ela consola e conforta os doentes, os pobres, os aflitos e as pessoas sofridas que nela confiam. Que a Mãe das Dores, que esteve em pé aos pé da Cruz, nos ajude a “ficar de pé” em nossas aflições, na cruz das nossas provações do cotidiano. 
                    Em sua honra compus o Soneto que segue em forma de oração: SENHORA  APARECIDA// Maria, Imaculada, Aparecida,/ Do Brasil padroeira e confiança,/ Solidária na cor, no amor, na lida,/ Mãe de todas as dores, terna e mansa.// De Deus e Nossa, Mãe compadecida,/ Como olhaste Jesus, tua  CRIANÇA,/ Olha os velhos, a infância desvalida,/ A família e a Pátria, sem tardança.// Roga a Deus Mãe, por este povo aflito,/ Que te olhando, te louva bendizendo,/ E a teus pés a rezar está contrito.// Por nossas faltas, dá-nos Teu Perdão!/ Com as  Sacrossantas Mãos nos estendendo,/ Dá-nos Tua Bênção, Tua Proteção.”
                           SALVE NOSSA SENHORA APARECIDA!!!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SÃO FRANCISCO DE ASSIS (Soneto do meu livro "DEIXE CRISTO RENASCER!"


IX NOITE DE CULTURA E ARTE (Publicado no Jornal O NORTE FLUMINENSE - 29 de setembro de 2017)


IX  NOITE  DE  CULTURA  E  ARTE
                                                                                                    Vera Maria Viana Borges
              Aconteceu em maio de 1998. As luzes, cores, perfumes daquela encantadora noite acompanhar-me-ão com certeza, para todo o sempre. Chego a duvidar haver merecido tal honraria. Honra demasiada para uma pessoa tão modesta e tão simples.  Diante de tantos e tão grandiosos artistas, não poderia jamais imaginar fosse eu a homenageada de tão importante evento. Só posso atribuir tal merecimento a Deus, porque creio todas as minhas ações são movidas pelo SEU SANTO ESPÍRITO. E, também creio, Ele estava abençoando a talentosa Maria José Martins, Diretora do Departamento de Cultura.
           Maria José Martins iniciou a apresentação dizendo: “As emoções começam a aflorar. Os artistas numa doação sublime trarão aos presentes suas artes, através dos dons que lhes foram outorgados por Deus. E, a exemplo dos anos anteriores, esta IX NOITE DE CULTURA E ARTE também terá o seu Patrono. Já homenageamos grandes talentos da nossa querida Bom Jesus, dedicando inteiramente as NOITES DE CULTURA E ARTE àqueles que se desdobram em favor das artes e da cultura. E para patronear esta IX NOITE DE CULTURA E ARTE não foi difícil encontrar a pessoa indicada, mesmo porque esta terra é um autêntico celeiro de valores.
             Seus feitos, sua vida, suas obras apontam para que esta fosse a indicada. Nossa homenageada é uma apaixonada pelas artes. Literatura, música e pintura não lhe saem da mente e nem do coração. Desde a infância se envolve literalmente com as artes.  Continuou discorrendo  sobre toda a minha biografia e concluiu: “A Música para ela é mais que algo de intenso valor; compositora das mais apuradas e como prova podemos citar o Hino do Instituto de Educação Éber Teixeira de Figueiredo, Rosas de Rosal e muitas outras composições. A nossa homenageada, pertence a várias entidades culturais brasileiras e internacionais. É participante de várias Antologias. É autora de - Malu, Circunstâncias, Trilhas Poéticas, De-Veras... Di-Versos..., Trajetórias, Enquanto Houver Tempo, Deixe Cristo Renascer! e outras obras. Fundadora, editora e redatora de ASTROS & ESTROS - Boletim que muito me honra receber. Qualidades por certo não lhe faltarão para hoje subir neste palco. Em simples palavras sintetizamos a vida de um Patrimônio Cultural  das Terras do Senhor Bom Jesus.
               Para o aplauso de todos, patroneia esta IX NOITE DE CULTURA E ARTE a querida VERA MARIA VIANA BORGES. Vera, esteja certa, esta IX NOITE DE CULTURA E ARTE é inteiramente dedicada a VOCÊ.”
             Transcrita a seguir, matéria do Jornal- A VOZ DO VALE - Direção Geral de Tarciso Marques de Souza, nascido em  Fortaleza, vindo para o Rio de Janeiro, onde por quarenta anos dirigiu o "SEMANÁRIO DE COPACABANA"; residiu em Bom Jesus por alguns anos, período em que registrava todos os acontecimentos  de nossa  cidade através da imprensa, sua paixão maior: “Feliz a cidade que faz da cultura o seu instrumento de integração. Mais uma Noite de encantamento, de entretenimento e de emoção, certamente uma noite memorável. Com estas palavras extremamente objetivas e pertinentes, a Prof.ª Maria José Martins, abriu a IX Noite de Cultura e Arte, de Bom Jesus do Itabapoana. O amplo salão do Aero Clube de Bom Jesus, já estava completamente lotado. Superlotado seria mais próprio, já que o grande número de cadeiras sequer atendeu a metade dos presentes. Impossível nomear as personalidades de destaque da cultura de Bom Jesus e municípios cincunvizinhos. O que se constata é que a cada ano, maior é a freqüência dos fiéis cultores da cultura a atestar o nível que cresce a cada realização deste que é, sem sombra de dúvida o maior evento artístico e cultural de todo o Vale do Itabapoana. Prova evidente de que cultura é um dom inerente à condição do homem, independente de nível social ou econômico.
                       A IX Noite de Cultura e Arte teve início com bela apresentação do Coral "Amantes da Arte" que interpretou com maestria diversos números de música popular. Em seguida, a Prof.ª Maria José Martins apresentou o perfil biográfico da grande homenageada da Noite, a poetisa, literata, compositora, artista plástica e excepcional  figura humana: Vera Maria Viana Borges, que foi conduzida ao palco pelo Prefeito Carlos Garcia e Primeira Dama Maria José Garcia. Bonjesuense, nascida em Rosal, Vera Viana é um patrimônio cultural e motivo de orgulho para Bom Jesus. Sensível, como o são os verdadeiros artistas, Vera Viana não conseguiu conter a emoção ao agradecer sua escolha para patronear a IX Noite de Cultura e Arte. Já estava às lágrimas quando o Prefeito lhe fez a entrega da Placa de Prata alusiva. Várias outras homenagens foram prestadas a Vera Viana por entidades culturais e de ensino.
                            A programação da festa teve sequência com a apresentação de grupos diversos. Alunas da Escola Municipal Ottilia Vieira Campos, magistralmente dirigidas pela  Prof.ª Maria Bernadeth Vicente, apresentaram um número de Dança Clássica. Depois da apresentação da Escola Municipal Anacleto José Borges, foi a vez do CIEP "Dona Carmita" que apresentou um sensacional número que teve como tema: "Brasil: 500 Anos", produzido pelo Prof. Pedro Salim Júnior, que foi muito aplaudido pelo público. O Colégio Benedita Bulhões apresentou o seu número de arte com CBB Dance. A música tema do Titanic foi apresentada pelo grupo de alunos do Colégio Estadual Gov. Roberto Silveira.
                                  Fazendo uma pequena pausa nas apresentações, a Prof.ª Maria José Martins chamou ao palco, para os aplausos merecidos, os artistas que embelezaram a Noite de Cultura e Arte com a  exposição de seus trabalhos no saguão do Aero Clube: artistas plásticos Marly Gomes Borges, Sônia Mazzini Arruda e Telma Oliveira Freire; o casal de artesãos Dr. José Alfredo Borges do Carmo e Dr.ª Cláudia Bastos do Carmo e o decorador de todo o ambiente da festa, Miguel Angelo Neves.
                           Fechou  a  noite  a  apresentação  do jovem  cantor  sertanejo Lúcio Ramirez.”
                                  Tudo demasiadamente belo. PARABÉNS a todos que se empenharam e emprestaram brilho e fulgor para a realização desta noite de SONHOS.  Obrigada, Maria José Martins! Deus ilumine sempre o seu caminho, cobrindo-o de copiosas bênçãos.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

NOITES DE CULTURA E ARTE (Publicado no Jornal O NORTE FLUMINENSE - nº 2316 - 22 de agosto de 2017)

NOITES DE CULTURA E ARTE   
                                                                                      Vera Maria Viana Borges  
          Bom Jesus do Itabapoana/RJ  foi palco de históricas, memoráveis e fulgurantes noites culturais na década de 90.  A primeira, a segunda e a terceira noites aconteceram no governo do saudoso Prefeito Carlos Borges Garcia, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima no governo do Prefeito Álvaro Moreira, a oitava e as subsequentes no terceiro mandato de Carlos Borges Garcia. Ambos prestaram relevante apoio à CULTURA bonjesuense. Tudo aconteceu sob a coordenação da Professora Maria José Martins, a CRIADORA DAS NOITES DE CULTURA E ARTE, acontecidas ao longo de dez anos em encantáveis edições. 
      Coração afeito às amizades, energias canalizadas integralmente para as responsabilidades do lar  e do trabalho, valente e corajosa, mulher com nobreza de sentimentos, firmes atitudes, cantora por excelência, dona de belíssima, maviosa e afinada voz, presença constante e marcante nos eventos sociais e culturais do Vale do Itabapoana, a professora e promotora cultural Maria José Martins, Diretora do Departamento de Cultura de Bom Jesus, criou as Noites de Cultura e Arte, em 1990, com a finalidade de mostrar e valorizar o talento do artista da terra nos campos da poesia, da música, artes plásticas, danças e outros, concedendo o Prêmio Cultura às personalidades que se destacavam  na esfera das Artes e da Cultura.
          Desenvolveu com determinação, garra e arte, "Encontros de Coros e Corais", objetivando a valorização de instrumentistas, intérpretes e Escolas de Música; "Encontros Regionais de Bandas de Música (Civis)";  "Oficina de Teatro" envolvendo as redes de Ensino Municipal, Particular e Estadual; "Festival Estudantil de Teatro"; " Festivais de Canção";  "Encontros de Folias de Reis" visando resgatar o mais antigo e tradicional folclore da região, valorizando a cultura popular e no  Dia Nacional de Ação de Graças, a cada ano, promovia um  grande  evento reunindo o Comércio, Instituições, Escolas, Igreja e Comunidade, num momento de GRATIDÃO apresentado com louvor e arte, além de se colocar à inteira disposição da Comunidade para trabalhos em parceria, com a condição de que não houvesse atropelos em seu Calendário, contando sempre com o apoio irrestrito dos nossos estimados e dignos Prefeitos e da Secretária de Educação. Nascida em Italva-RJ, Maria José é italvense de nascimento e bonjesuense de coração e por título conferido pela Câmara Municipal tornou-se bonjesuense por direito e conquista. Esta mulher autêntica e sensível merece nossos aplausos e nosso comovido abraço de agradecimento por tudo o que fez pelo nosso Município.
              Eram refulgentes noites, fartas de encantamento e de emoções, iniciadas com o slogan:"Feliz a cidade que faz da cultura o seu instrumento de integração.” O imponente espetáculo destacava intelectuais e artistas da terra do Senhor Bom Jesus e do Vale do Itabapoana e ainda homenageava como PATRONO a cada ano, uma personalidade de reconhecida influência nos campos da Cultura e da Arte. O nome do Patrono só era revelado durante a solenidade. Patroneou a primeira noite o Dr. Salim Daruich Tannus e seguiram-se o Dr. Ayrthon Seródio, Ana Maria Teixeira Baptista, Euzechias Tito de Almeida, Georgina Mello Teixeira (Dona Nina),  André Megre Carvalho, Amílcar Abreu Gonçalves, Marisa Teixeira Valinho, Vera Maria Viana Borges e Héliton Pimentel Dias.
                     O recinto superlotado era preparado com pompa e circunstância.  A cada ano era maior a frequência dos fiéis cultores do Belo o que comprovava o nível crescente, a cada realização, daquele que foi o maior evento artístico- cultural de todo o Vale do Itabapoana.
                     A abertura sempre esteve a cargo do “Grupo Musical Amantes da Arte”, com a Marcha "BOM JESUS" de autoria do saudoso poeta e jornalista Salim Tannus. Deve-se ressaltar que este Grupo Musical  continua  cantando e encantando em suas primorosas apresentações, nos mais diversos eventos do Vale do Itabapoana. A líder do Conjunto, Ana Maria Teixeira Baptista, no início de 1990, reuniu e formou o Coral que se apresentou pela primeira vez na I Noite de Cultura e Arte com pequeno número de participantes. Atualmente o grupo cresceu e se faz presente em todas as festividades apresentando belos números do vasto repertório a uma, duas, três ou mais vozes, aplaudido sempre entusiasticamente. 
                 A diversidade das apresentações nos encantavam. Vale lembrar Os Colibris, Coral regido por Maria Bernadete Teixeira,  Corais de Escolas e de Igrejas, Apresentações  das Escolas de Música, CRISTO REI sob a direção de Marise Xaxier,  LEVY de AQUINO XAVIER dirigido por Dona Nina e JEMAJ MUSICAL da Professora Anísia Pimentel, Grupos de Dança das Escolas Estaduais e Municipais, Ballet Moderno da Professora Ana Amélia Vieira Nazareth, Grupo Teatral de São José do Calçado “DE PÉ NO CHÃO”, Coral Acalanto, o grande violonista Amílcar Abreu Gonçalves, Geraldo Almeida Vianna, Neumar Monteiro, Sandra Rosa Tardin, Vilmeia Godoy Pimentel, Oziel Pessanha, Renato Pessanha e Olívia  da Banda Imagem e Som, Maria Lúcia Borges, Vera Maria Viana Borges, Paulinho Natividade, Sebastião Purificati, Sandra Nunes, Walzenir Fiori, Maestro José Carlos Ligiero, Lira 14 de Julho, Cantor JR, Jaime Figueiral, Sebastião Rocha, Paulo Moraes, Argeu Vieira, André Megre, Mônica Fernandes, Gut Mello, Maria José Martins, Marisa Teixeira Valinho, Ana Maria Teixeira Baptista, Nina Mello Teixeira, Maria da Conceição Fragoso de Oliveira, Academia Ruy Castro, Cantor Sertanejo Lúcio Ramirez, Banda Fá Maior, Lília Manfrinato (Pianista Clássica) e a Cantora Lírica Maria do Carmo Lima Alvarenga, dentre muitos outros.
                     Para finalizar a Prof.ª Maria José Martins chamava ao palco, para os devidos aplausos, os artistas que tornaram ainda mais belas as Noites de Cultura e Arte com a  exposição de seus trabalhos, os artistas plásticos, artistas fotográficos, artesãos e decoradores. Podemos citar alguns, aleatoriamente, distribuídos pelas dez gloriosas noites:  Margarida Maria Almeida Soares Borges, Lourdes Gomes de Moraes, Ed Estevão, Fernanda Moraes de Almeida, Maria Amélia Pimentel, Sílvia Márcia Santos Nery,  Humberto Boniolo, Rosa Maria Carrereth Alves da Silva, Maria Clara Xavier de Lima, Maria Iza Freire, Vera Areas, Faustino Ruiz Fernandes, Maria José de Lima Lengruber, Glicélia de Fátima Andolfi, Maria Aída Garcia Fiori Couto, Alcemilson Pessanha Gomes, Leopoldo Guilherme Mathias, Léa Sthefen, Edson Vicente (Edinho), Marly Gomes Borges, Sônia Mazzini Arruda, Telma Oliveira Freire, o casal de artesãos Dr. José Alfredo Borges do Carmo e Dr.ª Cláudia Bastos do Carmo, o decorador Miguel Angelo Neves e outros.
               As magnificentes, inolvidáveis e apoteóticas noites que nos seduziram e encantaram os espectadores estarão para sempre no mais profundo de nossas memórias e sempre vivas em nossas almas e corações.

sábado, 29 de julho de 2017

JOSÉ DE OLIVEIRA BORGES (ZEZÉ BORGES, foi Vereador, Deputado Estadual e Prefeito de Bom Jesus do Itabapoana)


LIRA 14 DE JULHO (Publicado no Jornal "O NORTE FLUMINENSE" - 29 de julho de 2017)

LIRA 14 DE JULHO
                                                                                    Vera Maria Viana Borges  
                              Desde a antiguidade o homem se encantou e se deixou arrebatar pelos sons e pelas melodias. Até mesmo os próprios  animais mostram-se sensíveis aos seus encantos. Os povos de civilização mais rudimentar a cultivavam quer para o recreio espiritual ou para o incentivo na luta. Fez sempre parte dos cerimoniais sacros e diz-nos a “Bíblia” que o Rei Davi dançava nas procissões religiosas, à frente da ARCA, desferindo as cordas da harpa. Entre os gregos e romanos ocupou lugar predominante na educação do povo.
                          A música coloriu a minha vida com vibrante força. Foi bálsamo para minha alma e alimento para o meu  amor.  Cultivá-la, é cultivar o que há de mais belo e nobre. Como afirmou o Escritor Espanhol Miguel de Unamuno (1864 - 1936) “Não sei como pode viver quem não leve à flor da alma as lembranças da infância.” Há momentos revestidos de tal transcendentalismo que levando-nos aos páramos da alma nos remetem a um remoto tempo em que vejo minha amada e doce vila onde a música se veste nas roupagens dos dobrados e das protofonias, inebriando o ar com o som dos metais e das palhetas misturado com os vibrantes instrumentos de percussão. Pelas ruas, nas praças e coretos  a  Lira 14 de Julho, altiva, aprumada, exuberante e  mágica  há noventa e cinco anos causando prazer, supremo deleite, seduzindo, cativando e envolvendo a todos num turbilhão de emoções. Foi neste ambiente que vivi até os meus dez anos. A 14 de julho é a  fonte da qual sorvi todo o gosto musical que me acompanha.
                   Há alguns anos, em bate-papo com Geraldo Roseira Soares, obtive informações, examinando documentos que apontam para a fase em que Luís Tito de Almeida (Lulu Almeida), Custódio Soares de Oliveira, Elpídio Sá Viana, Durval Tito de Almeida, Sebastião Magalhães e Elias Borges iniciaram um trabalho de formação da Corporação Musical Lira 14 de Julho, que tem como data oficial de sua  fundação, 14 de julho de 1922.
                          Sem nenhum apoio oficial, os músicos citados, com instrumentos adquiridos pelos mesmos iniciaram a formação de uma banda rosalense que ensaiava nas casas dos próprios músicos. O empenho dos músicos e as possibilidades de se apresentarem, fizeram com que as festas populares de Rosal e adjacências tivessem uma nova atração; uma banda de música, para alegrar os saraus, leilões e ladainhas. Na década de 40, estabeleceu-se em sede própria, à Praça Alzemiro Teixeira e integrou-se à comunidade por meio da participação de tantos quanto revelassem talento e desejassem participar das aulas e apresentações. Importantes cidadãos e músicos fizeram parte da Corporação, dentre eles Feliciano de Sá Viana o introdutor da Música na região,  Tatão Magalhães, Aristides Nobre, Romualdo Sá Viana, Elpídio Sá Viana, Apolinário André dos Santos, Antônio Almeida, Sebastião Gomes Filho (Fio Bernardo), Vergílio Soares de Oliveira, Manoel Rosa (Carapina), Luiz Sá Viana, Antônio Almeida Viana, Professor Sebastião, Dionísio Pimentel, José Alonso Filho, Durval Almeida, Euzechias Tito de Almeida (Tuca, maestro por muitos anos), Dirceu Xavier de Almeida, Dário Xavier de Almeida, Nael, Elias Borges (Liá), Nelsino Gonçalves, Alvim Paulo de Aguiar, Álvaro Gomes de Oliveira, Chipinho, Bem Figueiredo, Tiãozinho, Toinzinho e muitos e muitos outros.
                      No decorrer de toda a sua existência manteve o respeito impresso pela tradição musical que a faz respeitada não só pelo povo da terra mas também por todos que apreciam o gênero e reconhecem a importância da música na formação da cidadania. Sua sede recém-ampliada com o apoio da municipalidade, sobrevive graças ao incentivo dos rosalenses e admiradores de outras plagas. As aulas de música  proporcionam sadia convivência entre professores e alunos. Creio que Euterpe o deus da música, esteve sempre atento a esta corporação e o Pai Eterno esteve sempre abençoando este punhado de abnegados, que roubando horas de seus afazeres ou a seus ócios, contribuíram grandemente não só para o recreio espiritual e aprimoramento estético, cultivando o que há de mais nobre e salutar  em nosso espírito, o gosto do belo.
                                 Em 1997 houve em Rosal, magnífica e esplendorosa festa, com extenso e bem elaborado programa para comemorar os 75 anos da sua tão importante Corporação Musical. De parabéns todos aqueles que se empenharam para a concretização do notável evento: o então Presidente Petrônio Gonçalves Figueiredo, o Tesoureiro Geraldo Roseira Soares, demais membros da Diretoria, o competente Regente, Maestro José Luiz Vargas, os componentes da Lira e toda a comunidade rosalense. Foi apoteótica a execução do dobrado “Capitão Caçula” (um dos meus preferidos, quando pego o acordeão é com ele que faço o aquecimento) e do Hino Nacional por todas as bandas; protofonia que encheu de vibração  o ar  com o som de palhetas, metais e percussão elevando-nos aos distantes páramos dos sonhos da nossa infância, e do magistral sonho de Luís Tito de Almeida (fundador), belamente realizado. 
                             Fabiana Morais,  Anselmo Júnior Borges Nunes, o Maestro Cely Tinoco, Regente da Banda e Professor de Música na sede da Entidade, o Presidente Ailton Alves e demais componentes da Diretoria, Luiz Tito Nunes de Almeida e demais músicos e muitos outros apoiadores e incentivadores da emérita Entidade são dignos das mais significativas homenagens e de efusivos aplausos pois estão dando seguimento àquela linda História iniciada em 1922. Dentre os músicos da nova geração destaca-se Davi,  filho de Fabiana, com apenas dez anos.
                       Nas comemorações dos noventa e cinco anos o Reconhecimento merecido e justo da Câmara Municipal de Bom Jesus do Itabapoana, por iniciativa do Vereador Paulinho do Adílio conforme ele mesmo declara: “É com imensa alegria e muito prazer que às vésperas da Lira 14 de Julho completar 95 anos de existência, venho informar que através de uma lei de minha autoria a nossa querida Lira 14 de Julho, que é orgulho dos rosalenses e de todos os que conhecem Rosal, tornou-se um PATRIMÔNIO CULTURAL, IMATERIAL, SOCIAL E TURÍSTICO do nosso Município. Bem mais que ser homenageada é merecidamente ser reconhecida, agora, através desta lei, já sancionada pelo Prefeito Roberto Tatu, a Lira está apta a receber recursos através de convênios nos âmbitos Municipal, Estadual e/ou Federal.” 
                              Parabéns, Vereador Paulinho, pela feliz iniciativa, nossos agradecimentos pelo relevante feito. Deus, Nosso Senhor, o abençoe juntamente com sua linda família.
                   AVANTE, LIRA AMADA! Aguardamos ansiosos pelas comemorações do CENTENÁRIO!!!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O APÓSTOLO DO BRASIL (Publicado no Jornal "O NORTE FLUMINENSE" - 30 de junho de 2017)

O APÓSTOLO DO BRASIL
                                                                                            Vera Maria Viana Borges
            Os dias avançam e praticamente meio ano já se foi. Chegou junho, mês consagrado ao SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS. Mês de tantos santos e de tantas festas, Santo Antônio, São João, São Pedro, São Paulo e dentre outros São José de Anchieta, comemorado no dia nove, um padre jesuíta espanhol, santo da Igreja Católica e um dos fundadores da cidade brasileira de São Paulo. Beatificado em 1980 pelo Papa João Paulo II e canonizado em 2014 pelo Papa Francisco, é conhecido como o Apóstolo do Brasil, por ter sido um dos pioneiros na introdução do cristianismo no país. Em abril de 2015 foi declarado copadroeiro do Brasil na 53ª Assembleia Geral da CNBB. Foi o primeiro dramaturgo, o primeiro gramático e o primeiro poeta nascido nas Ilhas Canárias. Foi o autor da primeira gramática da língua tupi, e um dos primeiros autores da literatura brasileira, para a qual compôs inúmeras peças teatrais e poemas de teor religioso e uma epopeia. É o patrono da cadeira de número um da Academia Brasileira de Música e Patrono da Academia Marial de Aparecida/SP, instituição idealizada e estruturada pelo Cônego João Correia Machado. Foi criada por Decreto do então Arcebispo de Aparecida, Dom Geraldo Maria de Moraes Penido, em 16 de julho de 1985, por ocasião do XI Congresso Eucarístico Nacional. Foi instalada no dia 21 de dezembro do mesmo ano. Em 6 de maio de 1985, o Bem-aventurado Padre José de Anchieta, primeiro escritor de Nossa Senhora no Brasil, foi declarado, por Decreto Pontifício, Patrono da Academia Marial. Em 1997 foi comemorado o IV Centenário de sua morte e mais vinte anos já se passaram.
              O Padre José de Anchieta nasceu a 19 de março de 1534 em La Laguna de Tenerife, Ilhas Canárias. Aos 17 anos ingressou na Companhia de Jesus, recém-fundada por Santo Inácio de Loyola. Chegou ao Brasil em 1553, na comitiva do segundo Governador-Geral, D. Duarte da Costa.  Em janeiro de 1554, foi a Piratininga (berço da futura cidade de São Paulo), para ser o primeiro mestre do Colégio São Paulo. Aos 25 anos tornou-se Reitor do Colégio de São Vicente e aos 43, Provincial da Ordem. Onze anos mais tarde transferiu-se para o Espírito Santo.
            Apreciando a figura de Anchieta, deve-se considerar dois aspectos: a obra social de longa existência benemérita e a literária, não só de poeta, mas também de dramaturgo.
           Falava e entendia o “tupi”, chegando a escrever a “Arte de Gramática da Língua Mais falada na Costa do Brasil” (1595). Acompanhou o Padre Manuel da Nóbrega na missão pacificadora à Praia de Iperoig, hoje Ubatuba-São Paulo. A paz foi firmada; a essa época compôs o seu Poema à Virgem Maria, escrito pelo Padre nas areias da Praia de Iperoig, guardando-o de memória para passá-lo para o papel em São Vicente.
          Para a tarefa missionária valia-se da Poesia e do Teatro, em vez da teoria preferia a prática, encenada em palco, difundida através da Poesia. O poeta e dramaturgo é tido como o iniciador, o fundador da literatura brasileira.
         Seus autos visavam despertar e conquistar o índio pelos sentidos, usando espetáculos cênicos, a música e o canto, nos adros das igrejas, nas aldeias, nas cidades, nos colégios, em palcos armados com estrados, onde contrastavam-se o Bem e o Mal, Deus e o Diabo, O Céu e a Terra, a Vida e a Morte, o Prêmio e o Castigo, o Pecado e a Santidade, a Salvação e a Condenação. Iniciou também a poesia lírica brasileira. Suas principais obras são: Ao Santíssimo Sacramento, A Santa Inês e o longo Poema, escrito em latim “ Bem-aventurada virgem mãe de Deus-Maria” e “Cartas” (edição Da Academia Brasileira de Letras e comentários de Afrânio Coutinho),com estilo agradável e preciosas informações.
           Em janeiro de 1565 desembarcou na Praia Vermelha, junto ao Pão de Açúcar, daí seguiu para Bahia e Pernambuco e depois para o Espírito Santo.
              No dia 15 de agosto de 1579 recebeu a imagem de Nossa Senhora da Assunção em Rerigtiba, atual cidade de Anchieta-ES com a apresentação do auto “Dia da Assunção” de sua autoria.
                 Em 1585 fundou a aldeia de Guaraparim, sob a proteção de Nossa Senhora da Conceição, escrevendo para a inauguração o mais expressivo auto tupi- “A Alma de Pirataraka”.
               Muitas foram as comunidades fundadas por ele no Espírito Santo, dentre elas destacam-se- São João de Carapina (1562); Nova Almeida, anteriormente denominada Reis Magos (1569); Rerigtiba, hoje Anchieta (1579) e Nossa Senhora da Conceição de Guaraparim, atualmente Guarapari (1585).
             Aos nove de junho de 1597 faleceu na aldeia de Rerigtiba, aos sessenta e três anos, sendo que quarenta e quatro deles, vividos no Brasil. Seu corpo foi levado em ombros indígenas, por quatorze léguas em três dias de caminhada, e o corpo do Santo Missionário chegou à Vila de Vitória, inalterado e conta-se que ninguém sentiu cansaço.
             Foi sepultado na Igreja de São Tiago anexa ao Colégio dos Jesuítas, atual Palácio do Governo. Seus ossos foram trasladados em parte para o Colégio da Bahia e para Roma, no ano de 1611 e em 1617 foram iniciados os processos de Beatificação e Canonização. Em 1736 foi declarado “Venerável” pelas virtudes exercitadas em grau heróico e em 1980 foi Beatificado o defensor dos Índios, o Santo Missionário e Apóstolo do Brasil. Após um processo de canonização de mais de 400 anos, o decreto foi assinado a 3 de abril de 2014. Em 24 de abril realizou-se a cerimônia de Ação de Graças, presidida pelo Papa, realizada na Igreja de Santo Inácio de Loyola de Roma. 
              No mês de junho uma multidão participa da caminhada festiva promovida pela Associação dos Amigos dos Passos de Anchieta.  A sua disposição em caminhar o levava a percorrer, duas vezes por mês, a trilha litorânea entre a então Rerigtiba (atual Anchieta) e a ilha de Vitória, com pequenas paradas para pregação e repouso nas localidades de Guarapari, Setiba, Ponta da Fruta e Barra do Jucu. Modernamente, esse percurso, com cerca de 105 quilômetros, vem sendo percorrido a pé por turistas e peregrinos, à semelhança do Caminho de Santiago, na Espanha.
               Vale a pena visitar o Santuário Nacional de São José de Anchieta e o Museu Nacional também em ANCHIETA/ES. Num grande pátio há um busto do Santo sob uma frondosa castanheira. Uma igreja histórica bem conservada, o museu, podendo-se ainda desfrutar de belíssima vista para o mar. Um  passeio histórico, cultural e religioso onde podem ser vistos  objetos relacionados a ele, suas RELÍQUIAS, um pedaço de sua tíbia e a cela onde faleceu. Um lugar agradável, onde se passa a limpo várias páginas da História do Brasil.
                 Em visita ao paradisíaco litoral capixaba, atravessando o Rio Benevente, há um lindo MONUMENTO, uma estátua em bronze, de corpo inteiro, na praia do centro de Anchieta onde se pode reverenciar o Santo Missionário e Apóstolo do Brasil.